ALIANÇA DA MISERICÓRDIA


A Aliança de Misericórdia é um Movimento Eclesial, constituído como Associação Privada de Fiéis, reconhecida e sediada na Arquidiocese de São Paulo no Brasil.


A identidade do Movimento encontra-se na Palavra de Cristo: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque o Senhor me ungiu, enviou-me a anunciar a boa nova aos pobres…” (Is 61,1sse Lc 4,18-19).

A família Aliança de Misericórdia acolhe e une as forças de homens e mulheres, celibatários e casados, leigos e clérigos, que, de várias formas e níveis, chamados por Deus, tornam-se “filhos da misericórdia” para evangelizar as ovelhas perdidas (cf. Lc 15, 4-7), confiantes na potência do Espírito Santo, realizando todas as obras de Misericórdia que as próprias forças permitirem.

A acção da Aliança

Conscientes do relacionamento inseparável existente entre o anúncio e o testemunho da caridade (cf. Tg 2, 14-19; 1Jo 3, 14-17), comprometemo-nos a conjugar harmoniosamente, evangelização e caridade como duas faces de uma só moeda:

“A Igreja não pode, sob pena de trair a missão de Jesus, separar a salvação da promoção da justiça e da libertação”. (Diretrizes gerais da CNBB 1999-2002)

Junto aos trabalhos de evangelização, o Movimento realiza diversas obras sociais voltados à população carente das periferias e ruas, conjugando harmoniosamente evangelização e caridade como faces de uma só moeda, e sendo reconhecida juridicamente como entidade de utilidade pública em âmbito municipal, estadual e federal.

O Movimento está presente em mais de 50 cidades do Brasil e outros 6 países (Bélgica, Itália, Polónia, Portugal, República Dominicana, Venezuela e Moçambique), através da adesão dos membros a um dos Elos de pertença.


( Pe. Luiz Paulo)

ASSEMBLEIA DIOCESANA
DA RCC
DIOCESE DO FUNCHAL





Pe. Luiz Paulo em entrevista ao Jornal da Madeira em 5 de Março de 2018


Ainda como resultado da participação da X Assembleia Diocesana da Renovação Carismática Católicade Funchal, padre Luiz Paulo, missionário da Comunidade  Aliança de Misericórdia em Portugal, concedeu uma entrevista ao “Jornal da Madeira”.


Pe. Luiz Paulo, nasceu em Alfenas, Estado de Minas Gerais, no Brasil. Em Portugal, para onde veio fazer o seu Mestrado Integrado em Teologia, foi ordenado presbítero a 10 de abril de 2016, na Sé de Setúbal, por Dom José Ornelas, Bispo da Diocese.

Jornal da Madeira – O Pe.Luiz Paulo foi convidado para ser o orador da X Assembleia do Renovamento Carismático no Centro de Congressos da Madeira. Um convite que certamente aceitou com muita alegria.

Pe. Luiz Paulo – Sim. De facto, foi com muita alegria que recebi e aceitei este convite. Eu já conhecia, há algum tempo, as pessoas que estão à frente do Renovamento na Madeira. Esta é a minha segunda visita. A primeira, foi como turista mas o desejo de vir como padre, como pregador, era ainda maior. Como turista a gente vem, passa e esquece; mas a fé ninguém esquece. Então, vir anunciar a Palavra de Deus é algo muito maior do que um simples turismo. Logo, aceitei e vim com muito gosto, acompanhado dos seminaristas, Gilson e Danilo.
J.M. – Apesar de ser brasileiro foi em Portugal, para onde veio fazer o Mestrado Integrado em Teologia na Universidade Católica, que foi ordenado a 10 de Abril de 2010. E foi ficando…


Pe. Luiz Paulo – É, fui ordenado em 2016, na Sé de Setúbal, por D. José Ornelas. É na Diocese de Setúbal que exerço o meu presbitério, onde sou Vigário Paroquial da Paróquia de Arrentela/Seixal.

J.M. – Também é responsável pela Regional Europa da Comunidade Aliança Misericórdia. Este Movimento Eclesial está presente em mais de 50 cidades do Brasil e em seis outros países, incluindo Portugal…

Pe. Luiz Paulo – A Aliança Misericórdia não pertence ao Renovamento. Ela é Carismática. Ela vive na dimensão Carismática da Oração, nessa vivência do protagonismo do Espírito Santo. Eu conheci a minha comunidade no Brasil, há 14 anos e indentifiquei-me muito com o Carisma, porque vai da dimensão da evangelização, ao anúncio aos jovens, a pregação às famílias, às crianças, o trabalho com os mais carênciados. Como a minha vocação nasceu no seio do Renovamento Carismático, lá na minha cidade do interior do Brasil, então foi um casamento perfeito. Depois fui enviado para Portugal há 8 anos, pela minha comunidade, para fazer missão e continuar os meus estudos em Teologia em Setúbal, onde iniciamos uma comunidade e foi tudo se encaixando como um bom quebra-cabeças.

J.M. – Disse-me há pouco que também tem a experiência de trabalho numa paróquia, mas há diferenças entre o trabalho paroquial e o trabalho na Comunidade…

Pe. Luiz Paulo – Boa pergunta. É verdade. Eu não sou Diocesano logo, definitivamente, não sei falar como seria a vida de um diocesano. Mas no que toca à comunidade posso dizer que é muito próximo o nosso relacionamento com as pessoas. Eu não vivo sozinho, tenho irmãos, religiosos e religiosas, que moram comigo, nós vivemos em comunidade e o nosso trabalho é muito feito em parceria com o povo de Deus, inseridos como missionários no meio da sociedade, no meio do povo de Deus. Nós não fazemos nada sozinhos. Temos sempre alguém ao nosso lado. A dimensão comunitária da Igreja, a dimensão da vida fraterna  é, para nós, muito forte. Então, viver em comunidade é essencial para o nosso carisma. Aliás, uma das regras para ser membro da  comunidade, é o desejo de viver em vida fraterna, não vivendo sozinho.

J.M. – Apesar dessa valorização da comunidade, a verdade é que se dá também muita importância à experiência pessoal com Deus.

Pe. Luiz Paulo – É verdade. Na comunidade, ouvimos muito os nossos fundadores dizerem que a boa vida comunitária é o resultado de uma boa vida pessoal com Deus. Só podemos viver a vida comunitária de uma maneira sadía, sólida e equilibrada se for boa a nossa vida íntima com Deus. Quando isso não acontece, é sinal de que nós estamos rezando mal ou de forma errada. A vida de oração pessoal dá frutos, na comunidade. Também na vida de um Diocesano, a vida de oração pessoal tem repercussões na boa vida da paróquia e do clero.

J.M. – Na sua homilia, aqui na Visitação, incentivou os paroquianos a “descerem do monte”, a “não ficarem no bem-bom”, mas serem missionários no meio da sociedade.

Pe. Luiz Paulo – Um grande exemplo que nós temos hoje de alguém que vive isso, é o nosso Papa Francisco. A forma espontânea, verdadeira como ele se comporta, aqui em Portugal diz-se muito terra-a-terra, como ele surge nos sítios mais improváveis é ser Igreja. Uma Igreja de saída, que não tem portas, onde as pessoas podem entrar à hora que quiserem. Nós como Igreja, eu como sacerdote, somos ordenados para amar a Cristo, no povo. Então não podemos ficar na sacristia. A sacristia é um lugar bonito, mas o povo de Deus é ainda mais bonito. E nem sempre o povo vem à Igreja. Às vezes ele fica lá fora, por várias razões. Às vezes, um excesso de intelectualismo, pode dificulta a compreensão e integração do povo.

Devemos por isso usar uma linguagem mais próxima das pessoas que facilite a comunicação. Na verdade, e o Papa tem defendido muito isso, nós como padres, como Igreja, temos de trazer os mesmos sentimentos do povo de Deus.

Quanto à dimensão missionária ela vai, de facto, muito além do ser padre ou não ser padre. Nós como batizados somos sacerdotes, profetas e reis. Temos uma vocação natural, enquanto cristãos, para sermos missionários. O sacerdote tem uma vocação específica, só alguns são eleitos. Mas, missionários somos todos. E a Igreja está redescobrindo, de forma cada vez mais forte, a sua dimensão missionária. Esse é o caminho! Fala-se muito de Nova Evangelização. Para mim, a Nova Evangelização é isso mesmo: voltar às origens, ir para as ruas,  evangelizar onde o povo está, entender que a igreja é muito maior do que o tempo, que a Igreja está acontecendo no meio do povo, no tempo de cada coração.

J.M. – Terminamos falando do Renovamento Carismático que nasce no seio da Igreja, mas cuja existência ainda não é consensual. As águas ainda estão agitadas ou já se percebeu, pela prática, que estamos perante o incentivar da tal vivência da experiência pessoal com Deus?

Pe. Luiz Paulo – Nós pregamos em vários países, experimentamos diversas realidades eclesiais. É preciso perceber a dimensão do Renovamento. Nós somos convidados a uma oração íntima, mas não intimista. Qual é a diferença? Numa oração intima, Deus fala ao teu coração para você servir o próximo. Precisa obrigatoriamente de um fruto para a Comunidade, para a Igreja. Quando não há fruto e a oração fica só para ti, é intimista. Então, a dimensão Carismática precisa, obrigatoriamente, de dar fruto. Do outro lado disto tudo temos o fanatismo religioso. Como nós trabalhamos muito a parte psicológica, a parte emocional, surgem exageros de todos os lados. É esse aspecto que a Igreja e os nossos bispos orientam. Eu vivo a dimensão Carismática, mas vivo também toda a dimensão da Igreja. Não podemos ser, salvo seja e já que estamos na Madeira, uma ilha no contexto do mundo. Temos de ser Igreja.

O fanatismo religioso é um grande risco. As pessoas são tomadas pela emoção e perdem a razão. Acreditam em todas as aparições, em todo o tipo de profetas, mas poucas vezes vão à Missa, poucas vezes meditam no Evangelho do dia, poucas vezes procuram a Doutrina da Igreja. Essa é uma chamada de atenção que eu próprio faço algumas vezes. Se trabalhamos apenas com a emoção, com o lado psicológico das pessoas, então temos de ter responsabilidade. Estamos a falar de algo muito sério. Neste momento, temos uma boa aceitação em todos os lados que nós vamos, porque nós trabalhamos isso. Muito mais importante do que dizer: "eu senti isso, eu ouvi aquilo, eu tive uma visão", é dizermos: Deus tocou-me para servir, eu estou em Comunhão com a Igreja!
Sem isso, nada se faz porque a Igreja é Comunhão e Jesus quis fazer comunhão. A nossa fé é uma Fé da Trindade, uma fé de família, uma fé comunitária. Se não estamos em comunhão com os nossos padres, com os nossos bispos, com aqueles que nos orientam, então não vamos para a frente.


I


PARTILHAS do Pe. LUIZ PAULO


https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1632431843499811&id=111690972240580


(coloca no youtube misericordiar e aparecem os vídeos que vão sendo colocados pela Comunidade)


II





III

ALIANÇA DA MISERICÓRDIA

EM ESPANHA


Boa noite. No final deste dia, trazemos boas novas. Estamos nestes dias no norte da Espanha, na região chamada Pais Basco a convite de seu Bispo, chamado de Dom Juan Carlos. Ele queria conhecer mais sobre a Aliança, de modo especial sobre a Evangelização dos jovens. Hoje jantamos juntos e apresentamos a Nossa Comunidade e o Bispo foi muito acolhedor e deseja que a comunidade se insira na sua diocese com a vivência do nosso carisma. Louvamos a Deus por esta graça e pedimos que o Espírito Santo mostre os caminhos desta nova missão. Amanhã retornamos pra casa - Portugal.

IV

(ver este link! O testemunho de uma criança em Moçambique)

https://www.youtube.com/watch?v=nGO5MLxl2OA

V
         

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