As várias “Quaresmas” de S. Francisco de Assis


São Francisco, no desejo de imitar e assemelhar-se o mais possível a Jesus Cristo, com a finalidade de reviver os mistérios que ocorrem durante o ano litúrgico, não se limita em fazer as quaresmas “grandes”: quaresma em preparação da Páscoa do Senhor, ou advento em preparação ao Natal, mas quis ir além. São seis as Quaresmas que Francisco fazia durante o ano. Isto quer dizer que durante duzentos e quarenta dias por ano ele passava na solidão e no retiro, rezando e mortificando-se, longe dos homens e perto de Deus, num desejo duma continua conversão. Ou seja, dois terços de seu tempo na contemplação e somente um terço nos trabalhos apostólicos! São:

● a Quaresma da Epifania (7 de Janeiro a 15 de Fevereiro): Com esta quaresma São Francisco queria viver um tempo especial entre o Natal do Senhor e a Páscoa. São festividades intimamente unidas uma na outra e representam como dois pólos ao único mistério de salvação. Diz o biografo Celano: “ ele meditava continuamente as palavras do Senhor... mas sobre tudo a humildade da encarnação e a caridade da paixão... e dificilmente não conseguia pensar em outras coisas (I Cel. 84;467).

● a Quaresma da Ressurreição do Senhor (de Quarta-feira de Cinzas até à Páscoa): gostava chamar este tempo “Quaresma das Quaresmas”

● a Quaresma de São Pedro e São Paulo, (de 20 de Maio a 29 de Junho), pelo seu profundo respeito e devoção para com a Igreja. E através dessa Quaresma manifestava sua comunhão com a jerarquia da Igreja, sobretudo para com o papa.

● a Quaresma da Assunção de Nossa Senhora (de 29 de Junho a 15 de Agosto) dando assim o caráter eclesiástico- mariano, como testemunha São Boaverntura: “Ele tinha uma grande devoção e amor para com a Virgem Maria pelo fato que era mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo”.

● a Quaresma de São Miguel Arcanjo (de 15 de Agosto a 29 de Setembro) pela sua muita devoção aos santos anjos. Devemos venerá-los – dizia ele – estes companheiros de caminhada, que nos acompanham em qualquer lugar, como nossos guardiões. E em fim,

● a Quaresma do Advento ou da Encarnação (da Festa de Todos os Santos até ao Natal) do Senhor.

Entre muitos episódios, vamos lembrar como uma vez São Francisco passou a Quaresma das Quaresmas, na ilha do lago Trasimeno:

“Estando uma vez São Francisco, no dia do carnaval, ao lado do lago de Perusa, na casa de um seu devoto, com quem tinha se hospedado à noite, foi inspirado por Deus que fosse fazer aquela Quaresma numa ilha do lago. Por isso, São Francisco pediu a esse seu devoto que por amor de Cristo o levasse com a sua barca a uma ilha do lago onde não morasse ninguém, e fizesse isso na noite do dia de Cinzas, de modo que ninguém se desse conta. E ele, por amor da grande devoção que tinha por São Francisco, atendeu solicitamente ao seu pedido e o levou para a dita ilha; e São Francisco não levou consigo a não ser dois pãezinhos. E quando chegou à ilha e o amigo estava partindo para voltar para casa, São Francisco pediu-lhe encarecidamente que não revelasse a ninguém como ele estava lá, e que não viesse buscá-lo a não ser na Quinta-feira Santa. E assim ele partiu, e São Francisco ficou sozinho.

E como não havia nenhuma habitação em que pudesse abrigar-se, entrou num bosque muito espesso, que ameixeiras e arbustos tinham ajeitado como um ninho ou como uma cabaninha; e nesse lugar pôs-se a rezar e a contemplar as coisas celestiais. E esteve aí durante toda a Quaresma, sem comer nem beber, a não ser a metade de um dos pãezinhos, como descobriu o seu devoto na Quinta-feira Santa, quando voltou a ele; o qual encontrou, dos dois pãezinhos, um e meio; e a outra metade se acredita que São Francisco comeu por devoção ao jejum de Cristo bendito, que jejuou quarenta dias e quarenta noites sem tomar nenhum alimento material. E assim, com aquele meio pão, afastou de si o veneno da vanglória e, a exemplo de Cristo, e jejuou quarenta dias e quarenta noites”. (Fioretti,7)

Queremos lembrar que enquanto Francisco se afastava dos homens e das atividades deste mundo e procurava o silêncio e solidão fazendo as suas quaresmas, ele continuava vivendo em profunda comunhão com Deus, consigo mesmo e com as criaturas. Nada lhe impedia de amar e admirar todas as criaturas, de degustar o que é bom e belo do universo. Não queria possuir alguma coisa neste mundo, mas, gozava livremente de todas. Livre de toda cupidez estava em adequadas condições para ouvir a voz das criaturas, cercá-las de amor e elevá-las com Cristo e por Cristo ao Pai. Por isso Francisco realizava suas quaresmas escolhendo o verde das selvas, a verdade das ervas e das flores, o canto dos pássaros, a vastidão dos horizontes, que facilitavam seu impulso contemplativo e revestiam de cunho alegre seus jejuns e suas mortificações. (Dicionário Franciscano)

Durante uma estadia de São Francisco no monte Alverne, fazendo a quaresma em honra de São Miguel Arcanjo, um falcão que morava por aquelas partes fez com ele um pacto de amizade: à noite, chegando a hora em que o santo tinha por hábito levantar-se para recitar o ofício divino, ele o antecipava sempre com seu canto. Isso era sumamente grato ao santo, pois a constante solicitude que o falcão tinha com ele fazia expulsar toda tentação de preguiça. Mas quando o servo de Deus piorava em suas enfermidades, o falcão se mostrava muito atento e condescendente, não o despertando a horas impróprias da noite. Pelo contrário, como estava instruído pelo próprio Deus, ao amanhecer, prorrompia em leves e suaves ruídos, à semelhança de quem toca um sino. As alegrias de toda aquela variedade de aves bem como o canto do falcão eram seguramente o presságio divino da elevação que nesse lugar, pouco depois, a aparição do serafim devia conferir ao cantor e ao adorador de Deus arrebatado nas asas da contemplação. (LM 8,10).

Pois bem, vamos nós também, nesta quaresma, procurar um pouco mais o silêncio e a solidão, que não seja uma fuga das nossas responsabilidades, mas, para experimentarmos os sabores celestiais e enxergarmos melhor a beleza e o equilíbrio que estão contidos no mistério da criação; o jejum e a oração não tenha somente o sabor amargo da penitencia mas, também, o sabor da alegria em contemplar o mistério da redenção e a caridade como fruto inevitável desta bondade contemplada!

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Quarentena São Miguel Arcanjo

Esta quaresma deve ser rezada, diariamente, entre os dias 15 de Agosto e 29 de Setembro, dia da Festa de São Miguel

A História da Quarentena de São Miguel Arcanjo


A Quaresma de São Miguel Arcanjo começou com São Francisco, que era devoto do Arcanjo. São Francisco sentia o desejo de experimentar, no corpo e na alma, a Paixão de Cristo, Sua dor e também o imenso amor por se entregar ao sofrimento por nós.

No ano de 1224, o santo realizou a primeira quaresma de jejum e oração, no Monte Alverne, local deserto, distante, próprio para oração. São Francisco disse: “Para honra de Deus, da bem-aventurada Virgem Maria e de São Miguel Arcanjo, príncipe dos anjos e das almas, quero fazer aqui uma quaresma”.

No dia 17 de setembro, durante sua quaresma, enquanto estava em oração, teve a visão de um serafim, o qual logo se aproximou. Este tinha seis asas de fogo e também estava crucificado, mãos e pés estendidos e amarrados numa cruz. Duas asas elevavam-se por cima de sua cabeça, duas outras estavam abertas para o voo, as duas últimas cobriam-lhe o corpo. E, por meio desta visão, Francisco pôde compreender melhor o verdadeiro sentido da Paixão.

Quando chegou a Festa em honra a São Miguel Arcanjo, Francisco desceu o Monte Alverner, trazendo nos pés e nas mãos os estigmas de Jesus. Como achava-se indigno de se tornar igual a Cristo, que ficou em total jejum, no final daqueles dias bebeu água e comeu um pedaço de pão.

Importante lembrar que a quaresma pode ser realizada a partir de qualquer data do ano, sendo agosto a setembro um momento especial. Que você possa se reunir com sua família, amigos, namorado(a) para rezar pelas intenções que você traz no coração.

“Os anjos existem, são enviados pela Divina Providência, para que nos ajudem a alcançar a santidade da vida” (João Paulo II).

Providencie um altar para São Miguel com uma imagem ou uma estampa.

Todos os dias:

- Acender uma vela benta;
- Oferecer uma penitência;
- Fazer o sinal-da-cruz;
- Rezar a oração inicial;
- Rezar a ladainha de São Miguel.


A devoção a São Miguel é importante exatamente por causa da função divina que este arcanjo tem sendo um dos grandes príncipes do Céu e ministro de Deus, considerado o anjo do arrependimento e da justiça, além de líder dos exércitos celestiais. É invocado em situações de proteção contra os perigos, as forças do mal e os inimigos.

O nome Miguel vem do hebraico e significa “Quem como Deus?”

O inicio deste tempo de oração é no dia 15 de Agosto e encerra no dia 29 de Setembro, festa de São Miguel Arcanjo.

Para se preparar para esta quaresma é necessário:

- Providenciar um altar para São Miguel com uma imagem ou estampa do anjo;
- Acender uma vela diante da imagem ou estampa dele;
- Oferecer uma penitência;
- Fazer o sinal da cruz;
- Rezar estas orações todos os dias.

Oração inicial para todos os dias

“São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina, precipitai no inferno a satanás e aos outros espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amém!”

“Rogai por nós, santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém!”

Ladainha de São Miguel

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos. Pai Celeste, que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho, Redentor do Mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Trindade Santa, que sois um único Deus, tende piedade de nós.
Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós.
São Miguel, rogai por nós.
São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai por nós.
São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, rogai por nós.
São Miguel, coroado de honra e de glória, rogai por nós.
São Miguel, poderosíssimo Príncipe dos exércitos do Senhor, rogai por nós.
São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, rogai por nós.
São Miguel, guardião do Paraíso, rogai por nós.
São Miguel, guia e consolador do povo israelita, rogai por nós.
São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, rogai por nós.
São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, rogai por nós.
São Miguel, Luz dos Anjos, rogai por nós.
São Miguel, baluarte dos Cristãos, rogai por nós.
São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da Cruz, rogai por nós.
São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, rogai por nós.
São Miguel, socorro muito certo, rogai por nós.
São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, rogai por nós.
São Miguel, arauto da sentença eterna, rogai por nós.
São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, rogai por nós.
São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas que estão no Purgatório.
São Miguel, nosso Príncipe, rogai por nós.
São Miguel, nosso Advogado, rogai por nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, atendei-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, Príncipe da Igreja de Cristo, para que sejamos dignos de Suas promessas.

Oração:

“ Senhor Jesus, santificai-nos, por uma bênção sempre nova, e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, esta sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do Céu e a trocar os bens do tempo pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos.”

No final, reza-se:

- Um Pai Nosso em honra de São Miguel Arcanjo.
- Um Pai Nosso em honra de São Gabriel.
- Um Pai Nosso em honra de São Rafael.


“Gloriosíssimo São Miguel, chefe e príncipe dos exércitos celestes, fiel guardião das almas, vencedor dos espíritos rebeldes, amado da casa de Deus, nosso admirável guia depois de Cristo; vós, cuja excelência e virtudes são eminentíssimas, dignai-vos livrar-nos de todos os males, nós todos que recorremos a vós com confiança, e fazei pela vossa incomparável proteção, que adiantemos cada dia mais na fidelidade em servir a Deus.”

- V: “Rogai por nós, ó bem-aventurado São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo.”

- R: “Para que sejamos dignos de suas promessas.”

Oração:

“Deus, todo poderoso e eterno, que por um prodígio de bondade e misericórdia para a salvação dos homens, escolhestes para príncipe de Vossa Igreja o gloriosíssimo Arcanjo São Miguel, tornai-nos dignos, nós vo-lo pedimos, de sermos preservados de todos os nossos inimigos, a fim de que na hora da nossa morte nenhum deles nos possa inquietar, mas que nos seja dado de sermos introduzidos por ele na presença da Vossa poderosa e augusta Majestade, pelos merecimentos de Jesus Cristo, Nosso Senhor.”

Consagração a São Miguel Arcanjo

“Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção. É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça da amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima, obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa alma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu.”

São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo.

ORAÇÃO E O ESPIRITO SANTO
Após o último encontro com o Pe Antoine Coelho, sacerdote na Diocese de Toulon, França, onde, em determinada altura alertou os presentes para a necessidade da oração, (não da oração institucional, onde, tantas vezes nos perdemos e a transformamos numa vã dicertação, sem ninguém com paciência para a ouvir ..., nem o próprio Deus), mas sim, para uma oração expontânea, sincera, viva, em perfeita sintonia com Deus, numa entrega e concentração espirituais, que até nos podem fazer "tremer", tal a intimidade com que a devemos realizar, que me lembrei do Dom maior recebido de Deus Pai: o Espírito Santo.
É impossível entenderes a Bíblia, a vida cristã, uma simples oração, ou uma Eucaristía sem a graça do Espírito Santo. O Espírito Santo não é “algo”. O Espírito Santo é uma Pessoa: Ele é Deus!
Existem três pessoas na Santíssima Trindade: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Os cristãos não acreditam em 3 deuses! Não! Nós acreditamos num único Deus que é Trino: Pai, Filho e Espírito Santo.

Deus Espírito Santo é, pela ordem de Jesus, em Pentecostes, o responsável pelo nascimento da Igreja, do povo de Deus. Sem esse sopro divino que, tal com em Génises deu a vida ao primeiro homem, não existiríamos como cristãos, não existiria a igreja, Povo de Deus, não existiria, como todos os seus erros, a Igreja Instituição.
A partir desse momento em que recebemos Jesus como nosso Salvador, o Espírito Santo vem viver nos nossos corações. A Bíblia ensina que o Espírito Santo é todo-poderoso e omnipresente. O Espírito Santo ensina-nos e aprofunda a verdade de Deus em nós, à medida que avançamos na nossa vida cristã.
Ninguém pode ser cristão sem o Espírito Santo. Ninguém pode seguir Jesus Cristo sem a ajuda do Espírito Santo. O Espírito Santo sabe tudo o que acontece, sabe tudo o que se passa nos nossos corações, sabe o que se passa nas nossas mentes. Nada Lhe está encoberto.
Recordo duas passagens bíblicas que mencionam, e de que maneira ... , o Espírito Santo: 
1ª Cor. 12,3 - "Ninguém pode dizer ‘Jesus é Senhor’ senão pelo Espírito Santo";
e
Mt. 12, 31 - "Todo o pecado, toda a blasfémia será perdoada aos homens, mas a blasfémia contra o Espírito não será perdoada.

Depois do que leste, certamente, concordarás que este Senhor Espírito Santo é mesmo importante, muito especial .... Atrevia-me a dizer, fundamental!
Quando alguém especial, importante, cruza-se na nossa vida, não é normal que o procuremos conhecer melhor? Poderá vir a ser um grande amig@, um namorad@, ... É normal que procurem conhecerem-se um pouco melhor, certo? Ver o que têm de comum, os pensamentos e ideias sobre as situações da vida, certo? Marcam encontros em conjunto para se conhecerem melhor, certo?
E o que é que tu sabes sobre o Espírito Santo? Já marcaste algum encontro com Ele para o tentares compreender? Já procuraste encontrar-te com alguém que, de coração, o tenha encontrado? Já pediste algum conselho sobre um ou dois livros, para além da Bíblia, te possam ajudar a conhece-l'O? 
Mas cuidado, esse alguém, seja ele quem for, tem de ter tido um encontro de coração com o Espírito Santo! Tem de ter tido e continuar a ter, momentos de paixão com Ele onde só fala o coração! Se tal não acontecer, e o que saír da sua boca brota da mente, esqueçe! Essa pessoa, repito, seja ela quem for, NUNCA se encontrou com Deus, nunca se encontrou pelo amor apaixonado, com o Pai! 
Na nossa vida humana ouvimos uma frase muito comum quando começamos a namorar: "o coração tem razões que a razão desconhece"! Aqui está o segredo da "coisa": ninguém pode conhecer Deus por muitos livros que leia, por muitos cursos que frequente ou por muitos canudos que tenha em casa! Não, essa pessoa, por muito culta que seja, é um zero espiritual! Poderá fazer uma homília excepcional .... Quinze dias depois, ainda a recordas? Dificilmente! É claro, como pode alguém falar do que não sente? Bem, poder até pode...Mas, para isso, será melhor irmos assistir a uma bela peça de teatro 

Durante a ordenação sacerdotal, no momento da Efusão do Espírito Santo no sacramento da Ordem, §1573 do Catecismo da Igreja Católica, é dito: "O rito essencial do sacramento da Ordem consta, para os três graus, da imposição das mãos pelo Bispo sobre a cabeça do ordenando e da oração consagratória específica, que pede a Deus a efusão do Espírito Santo e de seus dons apropriados ao ministério para o qual o candidato é ordenado". Mas a efusão e todos os irm@s da RCC que se submeteram a esta graça, sabem que o termo "efusão" implica a OBRIGAÇÃO de colocar os Dons recebidos no baptismo, onde vivemos a infusão, ao serviço de todos!

E o sacerdote da tua paróquia fala nisso: dons, carismas, fruto do Espírito Santo? Ou no teu grupo de oração (G.O.)? Os temas e os cânticos do G.O., brotam por inspirição divina ou vêem preparados de casa? Ou, se és cateqista, tens o cuidado quando, na preparação do Crisma, aprofundares estas questões ou resumes o Espírito Santo a uma pomba, a uma labareda de fogo ou, simplesmente, à "dispensável" Terceira Pessoa da Santíssima Trindade?
Deves estar a pensar que, depois de algum tempo sem actualizar o blog, estou virado ....😃! Não Amig@, tenho sim sentimentos de tristeza quando, após o vivência da Paixão, Morte e Ressurreição do nosso Senhor, foram COMPLETAMENTE esquecidos na maior parte das Dioceses deste País, incluíndo a de Lisboa, os seguintes eventos:
 - Domingo da Divina Misericórdia
(transcrevo comentário de um Amigo, habitual leitor deste Blog, sobre o silêncio dos sacerdotes acerca da Festa da Divina MisericórdiaSe não sabem, não conhecem e não propagam a mensagem de Santa Faustina, é porque não conhecem a Encíclica "Misericórdia Divina" de São João Paulo II e a Encíclica de Bento X16 "Deus é Amor, e muito menos conhecem a Palavra de Jesus dirigida a Santa Faustina - « Quero de haja a Festa da Misericórdia, domingo a seguir ao domingo de Páscoa)». Aquela palavra " QUERO " é um imperativo de Jesus. Aos que desconhecem ou que não dão importância - Oremos por eles. Um abraço JB.) 
A Canonização de Stª Faustina teve lugar em 30 de Abril do ano 2000, pelo Santo Padre Papa João Paulo II). Ou seja, há 17 anos que na Europa é envolvida por um "nevoeiro anestésico/moribundo". Se na tua paróquia este dia foi vivido com a intensidade própria, considera-te um cristão com sorte ... 
 - Vigília de Pentecostes - Excluíndo os irm@s ligados à RCC e às Comunidades Neocatecumenais, a 2ª Vigília mais importante do Calendário Litúrgico, a seguir à Vigília Pascal, foi ... esquecida! Esquecimento desastroso!!!
Como é possível não serem dadas instruções rigorosas a TODOS os sacertodes para "obrigarem" a viver, as respectivas comunidades, na espiritualidade profunda de tais momentos? Ou, naquelas que foram realizadas, ter sido sentido pelos testemunhos que me foram chegando, tanta falta de espiritualidade?
Claro, a espiritualidade está no coração, está no Cristo Vivo em nós! Pela graça do Dom Maior que Deus nos deu, o Espírito Santo, sintamos em nós o Seu Reino para que possamos dizer que seja feita a Sua vontade na terra e no céu.



Querido irmão Francisco, bispo de Roma: começaste uma importante renovação da Igreja, pela qual te estamos infinitamente gratos. Fazia muita falta. Basta só ver a praga da pederastia que havia dentro dela, pois quase não há dia em que não venham à luz novos casos, algo que é horrendo, venha de quem vier, e muito mais de quem deve ser modelo perfeito de respeito pelos outros, e no caso de crianças nefando, como é o de pessoas que têm como objetivo da sua vida a fidelidade plena à mensagem de Jesus, que tratando-se de crianças é absolutamente contundente quando diz: "para quem escandalize um destes pequeninos que crêem em mim, mais valeria para ele que lhe  amarrem ao pescoço uma pedra de moinho e o afundem nas profundeza do mar "(três Evangelistas recolhem esta mensagem). E pelo lado positivo, Jesus diz: "Quem recebe uma criança em meu nome, a mim recebe" (Lc 9,48). Há uma presença real de Jesus nas crianças: como tratamos a elas tratamos a Ele.

Novos cardeais: nomeaste recentemente um número importante de cardeais mais coerentes com a tua linha renovadora da Igreja. Estás pondo um fim ao eurocentrismo histórico da hierarquia católica. Quando foste eleito 61cardeais eleitores eram europeus e 56 de outros países. Depois dos últimos que escolheste as proporções mudam: já são 67 os extra-europeus e 54 os europeus. Com estas nomeações, há 7 países que até agora não estavam representados no Colégio Cardinalício, com o que, a partir de agora, há cardeais de um total de 79 países. Neste momento há um não europeu a menos, Evaristo Arns, falecido recentemente no Brasil: se todos os outros cardeais fossem como este grande cristão, a Igreja seria muito diferente da atual, muito mais testemunhal, mais coerente com a mensagem de Jesus, mais crível, mais profética, mais fiel à salvação integral do homem (ou seja, imanente e transcendente, ambas inseparáveis).

Mais cardeais: Por favor, continua buscando cardeais nesta linha de evangelização autêntica, até alcançar um número suficiente, para que quanto tu venhas a faltar, fique assegurada a tua linha renovadora da Igreja, e não haja possibilidade de marcha à ré, como pretendem alguns, pois disso depende não só o futuro da Igreja, mas também a sua influência decisiva na marcha da humanidade e de todo o Sistema Terra, como explicas na Encíclica ‘Laudato Si’, para um mundo mais justo e mais coerente com a dignidade do homem e da criação, para este mundo e para a sua plenitude definitiva de todos e de tudo.

Novos bispos: É pedir-te muito, mas não fiques apenas na escolha de cardeais, porque os cardeais atualmente procedem quase sempre dos Bispos. Conforme estes sejam assim serão os cardeais. Nesta área falta muito para renovar, porque durante quase três décadas recentes, os bispos nomeados foram no seu conjunto de um corte e estilo claramente conservador, até mesmo integrista, contornando claramente as orientações do Concílio Vaticano II a esse respeito, e até mesmo pondo de lado e marginalizando claramente os que, vindos de nomeações anteriores, não se ajustavam aos critérios parecidos com os estabelecidos por Roma durante esse longo período.

Os reacionários: Mais ainda, há bispos procedentes dessa fase reacionária que afirmam explicitamente que o teu pontificado é uma etapa transitória, e que, quando faltares, tudo voltará a ser como era antes da tua eleição. Ainda temos exemplos claros da fase reacionária, abundantes na Espanha, de norte a sul, passando pelos arredores de Madrid, nepotismo não dissimulado incluído, que tinham e ainda têm muito mais cheiro de riqueza do que de pobreza e ovelha; destacam-se em especial os de Valencia, Acalá, San Sebastián, Getafe, Asturias, Granada, e o ex-todo poderoso desta fase, o Sr. Rouco Varela. Tu estás tentando adaptar a Igreja ao ritmo e às necessidades do mundo atual, mas com forte e dura oposição, mesmo dos que estão perto de ti, como o  cardeal Raymond Burke, que gostaria de surpreender-te em erro grave, para te acusar de heresia e dar por consumada a tua demissão.

Igreja incoerente com o Evangelho: a Igreja esteve durante séculos ligada ao poder político, às ideologias conservadoras e burguesas, ao moralismo mais integrista, alienante e rigorista, sobretudo na moral sexual, mas totalmente permissivo para com a acumulação de riquezas (a Igreja mesma agiu assim), permitidas pelas leis civis, mas totalmente injustas e anticristãs, e uma Igreja que em sua estrutura oficial esteve quase sempre unida aos ricos. Como é que esses bispos e cardeais não percebem que foi devido ao seu fechamento, fundamentalismo e conservadorismo tresnoitado, que a Igreja perdeu em massa, durante os séculos XVIII e XIX, a classe trabalhadora, por estar ao lado dos poderosos (ela mesma era um deles)? Em seguida perdeu os intelectuais, condenando o modernismo e opondo-se à evolução do pensamento e aos avanços científicos Agora na civilização ocidental já quase perdeu em massa a juventude.

Roma e a sua Cúria: João XXIII com o Vaticano II tentou remediar um pouco as coisas e atualizar a Igreja, mas com Roma e a Cúria logo deu marcha à ré, esquecendo o Concílio, separando, marginalizando e até mesmo condenando centenas de teólogos e grandes pastores, especialmente durante o longo pontificado de João Paulo II, aquém e sobretudo além-mar.

Os evangélicos e a Teologia da libertação: John F. Kennedy disse que os que se opõem a uma evolução pacífica da sociedade tornam inevitável a revolução violenta. E a revolução é que a Igreja Católica está cada dia mais fora da sociedade e sem gente, ou os seus "fiéis" estão indo em massa para outras religiões, como os Evangélicos na América Latina, aos quais o governo Reagan apoiou decisivamente com muitos meios e dinheiro e com o consentimento expresso e claro do Papa João Paulo II, para conter a teologia da libertação, "porque se opunha aos interesses dos Estados Unidos", acusada deliberadamente como ligada ao comunismo, de forma totalmente injusta. Atualmente os evangélicos já são uma maré imparável, o grupo que mais cresce em todo o continente americano. Cerca de 81% dos eleitores americanos deste credo votaram em Donald Trump, que na convenção do Partido Republicano afirmou explicitamente: " gostaria de agradecer à comunidade evangélica". Na Colômbia a mobilização de dois milhões de evangélicos foi decisiva para a vitória do "não" ao acordo de paz com as FARC, porque certamente atrás desses dois milhões há muito dinheiro (Ver documento "A fondo" em XL Semanal, de18 a 24 de dezembro de 2016).

Francisco, segue em frente! A linha neoliberal capitalista que seguem os evangélicos americanos está obviamente relacionada ao poder e ao dinheiro, coisa que é diametralmente contrária à mensagem de Jesus e aos empobrecidos do mundo e da Mãe Terra, que são a tua maior preocupação. Em conclusão, Irmão Francisco, segue em frente, renovando com decisão a Igreja para que seja cada vez mais fiel à dimensão total do Evangelho, que é o verdadeiro caminho para a libertação integral de todo o Sistema Terra: o homem e a criação, porque só por aí vai o verdadeiro futuro da humanidade. Faz isso de tal maneira que o que estás fazendo seja irreversível. Portanto, escolhe não só cardeais mas sobretudo bispos, cada vez mais em coerência com o Evangelho e a realidade do mundo atual.

Nota - Tu sabes perfeitamente o que deves e podes fazer: estas letras são apenas para que saibas que somos incontáveis, as pessoas que estamos contigo. Um cordial abraço para ti e para todos os que realmente lutam por um mundo melhor com base no compromisso fiel à mensagem libertadora de Jesus Cristo.

P.e Faustino Vilabrille Linares, em www.reflexionyliberacion.cl, 27 de dezembro de 2016.
O sítio Reflexión y Liberación é propriedade dos Jesuítas no Chile
Tradução: Orlando Almeida



Os 7 dons do Espírito Santo explicados por Papa Francisco

O Catecismo da Igreja Católica diz que: “Os sete dons do Espírito Santo são: sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus. Em plenitude, pertencem a Cristo, Filho de Davi. Completam e levam à perfeição as virtudes daqueles que os recebem” (n.1831). Tornam os fiéis dóceis para obedecerem prontamente às inspirações divinas. São Paulo lembra que “Todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus […]. Filhos e, portanto herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo” (Rm 8,14.17).

1- Dom de Ciência

O dom da ciência faz que o cristão penetre na realidade deste mundo sob a luz de Deus; vê cada criatura como reflexo da sabedoria do Criador e como caminho a Deus. Leva o homem a compreender o vestígio de Deus que há em cada ser criado. O homem foi feito para Deus e só n’Ele pode descansar, como disse Santo Agostinho. Por este dom o cristão reconhece o sentido do sofrimento e das humilhações no plano de Deus, que liberta e purifica o homem.

2- Dom do Entendimento / Inteligência

O dom do entendimento ou inteligência nos ajuda a penetrar no íntimo das verdades reveladas por Deus e entendê-las. Por ele o cristão contempla os mistérios da fé. É um entendimento diferente daquele que o teólogo obtém pelo estudo; o que é penoso e lento. O dom da inteligência é eficaz mesmo sem estudo; é dado aos pequeninos e ignorantes, desde que tenham grande amor a Deus.
Por esse dom conhecemos os nossos pecados e a nossa miséria. Os santos, quanto mais se aproximaram de Deus, mais tiveram consciência do seu pecado ou da sua distância de Deus.

3- Dom da Sabedoria

O dom da sabedoria nos dá um conhecimento da verdade revelada por Deus. Abrange todos os conhecimentos do cristão e os põe sob a luz de Deus, mostra a grandeza do plano do Criador e a sua omnipotência. Vem da intimidade com o Senhor.

4- Dom do Conselho

O dom do conselho permite ao cristão tomar as decisões oportunas nas horas difíceis da vida, para que se comporte como verdadeiro filho de Deus. Isso, às vezes, exige coragem. Pelo dom do conselho o Espírito Santo nos inspira a maneira correta de agir no momento oportuno. “Todas as coisas têm o seu tempo, e tudo o que existe debaixo dos céus tem a sua hora […]” (Ecl 3, 1-8); fora desse momento preciso, o que é oportuno pode tornar-se inoportuno; nem sempre é fácil discernir se é oportuno falar ou calar, ficar ou partir, dizer “sim” ou dizer “não”.

5- Dom da Piedade

O dom da piedade nos orienta em todas as relações que temos com Deus e com o próximo. São Paulo se refere a isso: “Recebestes o Espírito de adoção filial, pelo qual bradamos: Abbá ó Pai” (Rm 8,15). O Espírito Santo, mediante o dom da piedade, nos faz, como filhos adotivos de Deus, reconhecer Deus como Pai. E, pelo fato de reconhecermos Deus como Pai, consideramos as criaturas com olhar novo. Este dom nos leva a considerar o fato de que Deus é sumamente santo e sábio: “Nós vos damos graças por vossa grande glória”. É o dom da piedade que leva os santos a desejar, acima de tudo, a honra e a glória de Deus. “Para que em tudo seja Deus glorificado”, diz São Bento. E Santo Inácio de Loiola exclama: “Para a maior glória de Deus”. É também o dom da piedade que desperta no cristão a inabalável confiança em Deus Pai, como, por exemplo, Santa Teresinha. Este dom leva o cristão a ver o outro como irmão e a amá-lo como filho de Deus.

6- Dom da Fortaleza

O dom da fortaleza nos dá força para a fidelidade à vida cristã, cheia de dificuldades. Jesus disse que “o Reino dos céus sofre violência dos que querem entrar, e violentos se apoderam dele” (Mt 11,12). Pelo dom da Fortaleza o Espírito Santo nos dá a coragem necessária para a luta diária contra nós mesmos, nossas paixões e problemas, com paciência, perseverança, coragem e silencio. Nos dá forças além das naturais. Esta força divina transforma os obstáculos em meios e nos dá a paz mesmo nas horas mais difíceis. Foi o que levou São Francisco de Assis a dizer: “Irmão Leão, a perfeita alegria consiste em padecer por Cristo, que tanto quis padecer por nós”.

7- Dom do Temor

O dom do temor de Deus nos leva a amá-Lo tão profundamente que tenhamos receio de ofendê-Lo. Nada tem a ver com o temor do mercenário ou o temor do castigo (do escravo); mas é o temor do amor do filho. É a rejeição que o cristão experimenta diante da possibilidade de ofender a Deus; brota das entranhas do amor. Não há verdadeiro amor sem este tipo de temor. Medo de ofender o Amado. Pelo dom do temor de Deus a vitória é rápida e perfeita, pois é o Espírito que move o cristão a dizer “não” à tentação. O dom do temor de Deus está ligado à virtude da humildade, que nos faz conhecer nossa miséria, impede a presunção e a vã glória, e assim, nos torna conscientes de que podemos ofender a Deus; daí surge o santo temor de Deus. Ele se liga também à virtude da temperança; combate a concupiscência e os impulsos desordenados do coração, para não ofender e magoar a Deus.

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