Natal 2018
Na festa da Ascensão de Jesus ao Céu, em Maio de 1959, como acontece todos os anos litúrgicos B, lê-se o Evangelho de S. Marcos 16,15-20: «Jesus disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.  Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado». 
Naquele dia, estas palavras tocaram-me profundamente.
Nesse tempo havia no mundo uns dois mil e quinhentos milhões de pessoas não batizadas. Pensei de mim para comigo: «que posso eu fazer para anunciar o Evangelho a essa multidão e para que essas pessoas creiam e sejam batizadas?» 
Consciente ou inconscientemente, senti uma força interior que me empurrava a dizer: «quero ser missionário». Dito e feito. Nesse mesmo ano, no dia 8 de setembro, festa da natividade de Nossa Senhora, dei entrada ao seminário comboniano de Viseu. 
Doze anos mais tarde, na Quinta-feira Santa, dia 8 de Abril de 1971 fui ordenado padre.
Passaram-se cinco anos e em Abril de 1976 cheguei ao Congo, para anunciar o Evangelho a um povo que na maioria era ainda pagão. Hoje, graças a Deus, muita dessa gente, que então encontrei no Congo, é cristã.
Mas, o problema põe-se outra vez. Se em 1959 havia no mundo uns dois mil e quinhentos milhões de pessoas não batizadas, hoje esse número triplicou. Portanto, se então tinha sentido uma vocação missionária, hoje ainda tem mais sentido. Por isso continuo a sentir-me feliz e a dar graças a Deus por me ter chamado para esta vida. Ao mesmo tempo, peço-Lhe que continue a chamar muitos jovens e a enviá-los a anunciar a Palavra de Deus aos povos que ainda não a conhecem. Deste modo, muitas outras pessoas podem ser batizadas e alcançaram a salvação eterna.
Que esse Natal seja um tempo especial para que Jesus renasça no coração e na vida duma multidão de pessoas que se deixem tocar pela presença de Deus e abram as portas a Cristo.
Vosso irmão e amigo
P. Alfredo Neres

O QUE SIGNIFICA A COROA DO ADVENTO

A COROA DO ADVENTO

A vela sempre teve um significado especial para o homem, sobretudo porque antes de ser descoberta a eletricidade, ela era a vitória contra a escuridão da noite. À luz das velas, São Jerónimo traduzia a Bíblia do grego e do hebraico para o latim, nas grutas escuras de Belém onde Jesus nasceu.



Ainda hoje, em casa, à noite, quando falta a energia, todos correm atrás de uma vela e de um fósforo.
Acender velas nos faz-nos lembrar também a festa judaica de "Chanuká", que celebra a reconquista da Cidade de Jerusalém pelos irmãos Macabeus que estava em poder das mãos do rei grego, Antíoco IV.

Antes da era cristã os pagãos celebravam em Roma a festa do deus Sol Invencível (Dies solis invicti) no solstício de inverno, em 25 de Dezembro. A Igreja, sabiamente, começou a celebrar o Natal de Jesus neste dia, para mostrar que Cristo é o verdadeiro Deus, o verdadeiro Sol, que traz nos seus raios de Luz, a Salvação. É a festa da Luz que é o Cristo: "Eu Sou a Luz do mundo" (Jo 12, 8). 
No Natal desceu a nós a verdadeira Luz "que ilumina todo homem que vem a este mundo" (Jo 1, 9).

Na chama da vela estão presentes as forças da natureza e da vida. Cada vela marca um ano da nossa vida no bolo de aniversário. Para nós, cristãos, simbolizam a fé, o amor e o trabalho realizado em prol do Reino de Deus. Velas são vidas que se imolam na liturgia do amor a Deus e ao próximo. Tudo isso foi levado para a liturgia do Advento. Com ramos de pinheiro uma coroa com quatro velas prepara os corações para a chegada do Deus Menino.

Nestas quatro semanas somos convidados a esperar Jesus! Ele virá! É um tempo de preparação e de alegre esperança na vinda do Senhor. 

Nas duas primeiras semanas do Advento, a liturgia convida-nos a vigiar e a esperar a vinda gloriosa do Salvador. Nas duas últimas, a Igreja nos faz lembrar a espera dos Profetas e de Maria pelo nascimento de Jesus.

A Coroa é o primeiro anúncio do Natal. O verde é o sinal de esperança e vida, enfeitada com uma fita vermelha que simboliza o amor de Deus que se manifesta de maneira suprema no nascimento do Seu Filho em forma humana. A branca significa a paz que o Menino Deus veio trazer; a roxa clara (ou rosa) significa a alegria de sua chegada.

A Coroa é composta por quatro velas colocadas nos seus cantos e presas aos ramos, formando um círculo. 
O círculo não tem começo nem fim! 
É o símbolo da eternidade de Deus e do reinado eterno de Cristo. A cada domingo acende-se uma delas.

As quatro velas do Advento simbolizam as grandes etapas da salvação em Cristo.

1. No primeiro domingo do Advento, acendemos a primeira vela - vermelha - que simboliza o perdão a Adão e Eva. Cristo desceu à Mansão dos mortos para dar-lhes o perdão.

2. No segundo domingo, a segunda vela - verde -  representa a fé dos Patriarcas: Abraão, Isaac, Jacó, que acreditaram na Promessa da Terra Prometida, a Canaã dos hebreus: ali nasceria o Salvador, a Luz do Mundo.

3. A terceira vela - rosa - acessa com as duas primeiras, simboliza a alegria do rei Davi, o rei que simboliza o Messias porque reuniu sob seu reinado todas as tribos de Israel, assim como Cristo reunirá em si todos os filhos de Deus. É o domingo da alegria. Esta vela tem uma cor mais alegre, o rosa ou roxo claro.

4. A última vela - branca - simboliza os Profetas, que anunciaram um reino de paz e de justiça que o Messias traria.

Tudo isso para nos lembrar o que anunciou o Profeta:

"Um renovo sairá do tronco de Jessé, e um rebento brotará de suas raízes. Sobre ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de entendimento, Espírito de prudência e de coragem, Espírito de ciência e de temor ao Senhor" (Is 11,1-2).

"O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu uma luz. Vós suscitais um grande regozijo, provocais uma imensa alegria; rejubilam-se diante de vós como na alegria da colheita, como exultam na partilha dos despojos. Porque o jugo que pesava sobre ele, a coleira de seu ombro e a vara do feitor, vós os quebrastes, como no dia de Madiã. Porque todo calçado que se traz na batalha, e todo manto manchado de sangue serão lançados ao fogo e tornar-se-ão presa das chamas; porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado; a soberania repousa sobre seus ombros, e ele se chama: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz. Seu império será grande e a paz sem fim sobre o trono de Davi e em seu reino. Ele o firmará e o manterá pelo direito e pela justiça, desde agora e para sempre. Eis o que fará o zelo do Senhor dos exércitos" (Is 9,1-6).

Professor Felipe Aquino (Gaudium Press 5/12/2018
ADVENTO

A palavra advento significa “chegada” e, no caso do presente tempo litúrgico, é um convite da Igreja para vivermos na espera da vinda de Jesus em atitude de vigilância, diligência, penitência, oração, esperança e gratidão Àquele que, sendo Deus, se fez homem e nasceu por amor por cada um de nós!
Há preciosas tradições que nos ajudam a aproveitar com intensidade espiritual este precioso tempo de preparação para o Natal. Uma delas é a Coroa do Advento. 
E há também, é claro, a graça do Espírito Santo  para prepararmos a nossa alma, o nosso coração, em recolhimento pessoal diante de Deus e da nossa própria consciência. Para essa preparação que sugerimos o seguinte “guia” – que não é nada formal, nem constitui nenhuma tradição específica da Igreja. São meras sugestões para vivermos de um modo mais intenso, o Advento no nosso cotidiano!

Primeira semana: Limpeza

Viva a virtude da pureza, do perdão, da retidão das intenções. Limpa o teu interior com um espírito vigilante e varre de ti tudo aquilo que não te deixa olhar com clareza para a magnificência de Deus!
Limpa a tua alma com um exame de consciência profundo, pensando nas coisas que te separam de Deus. Depois, faz uma boa confissão e pede-Lhe perdão.
Ah, e tu também precisas de perdoar: tira do teu coração tudo o que te impede de experimentar, em profundidade, o amor de Deus: o mesmo amor que desejas viver e transmitir aos teus semelhantes. Podes fazer, por exemplo, alguma oração parecida com esta:
Pai, eu Te suplico humildemente: dá-me tudo o que eu não soube pedir-Te e tira de mim tudo aquilo que eu não soube entregar-Te. Tira de mim tudo aquilo que me afasta de Ti e nunca permitas que nenhum amor humano, nenhum bem material, nenhuma circunstância da vida me separe de Ti, do Teu coração, pois eu desejo ser só Teu, meu Senhor! Completamente, Teu!

Segunda semana: Reorganização

Depois da limpeza, temos de recolocar tudo em ordem! A verdadeira paz está relacionada com a ordem da alma que nos ajuda a viver a vida com as prioridades certas. A máxima prioridade é Deus, que é a plenitude do Ser, a plenitude do Amor, a plenitude do Bem, a plenitude da Beleza, a plenitude da Verdade, a plenitude da Felicidade.
Organiza os teus afetos recolocando Deus no primeiro lugar! Sigue o que Ele pede. Assim, experimentarás a ordem interior e, portanto, a verdadeira paz – a mesma paz que irás transmitir ao mundo, já que os outros vão dizer-te: “Eu também quero viver como tu!”.
Mas lembre-te: a paz não significa ausência de problemas; ela é fruto da certeza de que, por trás de qualquer acontecimento e por mais doloroso que seja, Deus tem um plano perfeito que poderá levar-te à Sua plenitude, caso tu o permitas! 
  
Terceira semana: Amor

Nesta semana, foca-te no amor e na misericórdia para com os teus irmãos em Cristo. Com todos! O serviço ao próximo, que é fruto do sacrifício e do amor autêntico, torna-se alimento para a alma, motor para a vida e veículo do amor de Deus para os demais.
Lembre-te: é dando que se recebe. Amar e servir a quem amas. é fácil!
Amar e servir a quem mais custa é prática real de misericórdia e amor.

Quarta semana: Alegria!

O Natal já está à porta! Esta é a grande semana! Desfruta-a com a felicidade de uma alma cheia de esperança, alegria, certeza do Amor de Deus! 
Reconhece, realmente, quem tu és e vive com dignidade, honrando a tua verdadeira natureza: tu és FILHO DE DEUS, redimido por Cristo!

A COROA DE NATAL

A Coroa é o primeiro anúncio do Natal. O verde é o sinal de esperança e vida, enfeitada com uma fita vermelha que simboliza o amor de Deus que se manifesta de maneira suprema no nascimento do Filho de Deus humanado. A branca significa a paz que o Menino Deus veio trazer; a roxa clara (ou rosa) significa a alegria de sua chegada.
A Coroa é composta de quatro velas nos seus cantos presas aos ramos formando um círculo. O círculo não tem começo e nem fim, é símbolo da eternidade de Deus e do reinado eterno do Cristo. A cada domingo acende-se uma delas.
As quatro velas do Advento simbolizam as grandes etapas da salvação em Cristo.
1. No primeiro domingo do Advento, acendemos a primeira vela - vermelha - que simboliza o perdão a Adão e Eva. Cristo desceu a Mansão dos mortos para dar-lhes o perdão.
2. No segundo domingo, a segunda vela - verde - acesa com a primeira, representa a fé dos Patriarcas: Abraão, Isaac, Jacó, que creram na Promessa da Terra Prometida, a Canaã dos hebreus; dali nasceria o Salvador, a Luz do Mundo.
3. A terceira vela - rosa - acessa com as duas primeiras, simboliza a alegria do rei Davi, o rei que simboliza o Messias porque reuniu sob seu reinado todas as tribos de Israel, assim como Cristo reunirá em si todos os filhos de Deus. É o domingo da alegria. Esta vela tem uma cor mais alegre, o rosa ou roxo claro.
4. A última vela - branca - simboliza os Profetas, que anunciaram um reino de paz e de justiça que o Messias traria.
Tudo isso para nos lembrar o que anunciou o Profeta:
"Um renovo sairá do tronco de Jessé, e um rebento brotará de suas raízes.Sobre ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de entendimento, Espírito de prudência e de coragem, Espírito de ciência e de temor ao Senhor" (Is 11,1-2).
"O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu uma luz. Vós suscitais um grande regozijo, provocais uma imensa alegria; rejubilam-se diante de vós como na alegria da colheita, como exultam na partilha dos despojos. 3. Porque o jugo que pesava sobre ele, a coleira de seu ombro e a vara do feitor, vós os quebrastes, como no dia de Madiã. Porque todo calçado que se traz na batalha, e todo manto manchado de sangue serão lançados ao fogo e tornar-se-ão presa das chamas; porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado; a soberania repousa sobre seus ombros, e ele se chama: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz. Seu império será grande e a paz sem fim sobre o trono de Davi e em seu reino. Ele o firmará e o manterá pelo direito e pela justiça, desde agora e para sempre. Eis o que fará o zelo do Senhor dos exércitos" (Is 9,1-6).

Prof. Felipe Aquino, Com Canção Nova

 JÁ PENSASTE NISTO?

Há dois mil anos houve a sexta-feira mais negra da história!
S. Lucas conta-nos que naquela negra sexta-feira  enquanto o Filho de Deus era levantado, cravado na Cruz, toda a terra ficou na escuridão. (Lucas 23:44).
Naquela Black Friday Deus fez a melhor oferta que um dia o ser humano recebeu: colocou a salvação de forma gratuita ao alcance de todos nós.
Naquela sexta-feira negra no Gólgota, Deus não fez somente um simples desconto pela nossa dívida!
Ele pagou-a por completo!

"MATAR A MORTE"

É possível a fé «matar a morte»?

Se a vida é uma bênção, a morte surge no horizonte, ainda que distante, como uma maldição impossível de contornar. Pode surpreender-nos em tempo de festa e sua densa sombra sobre aqueles que amamos é fonte de angústia. Dialogamos com ela durante noites a fio enquanto mantemos um braço de ferro até ao limite, até ao dia em que a abraçamos ou somos mansamente abraçados por ela. 

«No fim dos tempos», nesse tempo que desejamos longínquo, sonhamos que a «morte morra», porque até aquele que a antecipa, procura desesperadamente um espaço de liberdade e de realização. Desejamos que a morte seja a pedra na qual assentamos o pé para atravessar o grande lago, a fronteira que separa os dois mundos, realidade transitória mas necessária para aceder à plenitude de felicidade que naturalmente ansiamos.

É possível que a «morte morra?» A perspetiva cristã enfrenta este mistério de um modo que alguns consideram uma estratégia de negação da realidade, uma espécie de fuga para a frente. A finitude não é uma desgraça, antes pelo contrário, uma experiência de libertação. O morrer, associado por vezes à dor terrível, é o pórtico para a comunhão plena com Deus.

Esta nova visão da morte está já presente nos primeiros testemunhos que chegaram até nós, como por exemplo, a versão de S. Marcos do fim dos tempos que escutamos este domingo: «nos últimos dias, depois de uma grande aflição… Nessa altura, verão o Filho do Homem vir…. Ele mandará os Anjos, para reunir os seus eleitos…» 

Terá sido num ambiente familiar, longe do olhar persecutório das autoridades, que a mensagem apocalíptica de Jesus foi repetidamente proclamada. Ameaçados e perseguidos por causa da fé, o pequeno grupo não arrepiou caminho. Hoje é-nos difícil imaginar o impacto disruptivo deste pequeno grupo na cultura dominante. Eram, no mínimo, bastante estranhos. Como destaca o ensaísta D. Hart, faziam parte da comunidade as pessoas mais desprezíveis. Aos olhos dos pagãos, tinham sido justamente condenadas, torturadas e executadas pelos seus crimes mas, para espanto de muitos, rapidamente eram glorificadas como mártires da fé cujas relíquias ocupavam o espaço devocional dos antigos deuses. 

O comportamento anormal dos seguidores do Galileu, também Ele torturado e executado em espaço público, é apenas compreensível à luz da eminente ressurreição, caso contrário, não passaria de um grupo de lunáticos sem qualquer consistência social e histórica. Um novo dado altera substancialmente o modo de ver e estar no mundo: A devoção ao Deus crucificado e ressuscitado alterou o destino dos homens. 

É possível a fé «matar a morte»? A resposta dos cristãos é inequivocamente afirmativa. 

Pe. Nélio Pita, CM 
Pároco de S. Tomás de Aquino

               




CARDEAL D. ANTÓNIO MARTO

Pensar que a nomeação a Cardeal do Sr. Bispo D. António Marto por Sua Santidade, Papa Francisco, foi motivada por razões de agradecimento pelo acolhimento na recente vinda a Fátima ou pela importância religiosa do Santuário, são motivos, perdoa-me a expressão, demasiadamente fracos.
Qualquer português cristão, católico e praticante, minimamente atento às “guerras” declaradas, às escondidas ou às claras, contra o representante de Jesus Cristo na Terra, Papa Francisco, entende as razões de Mario Bergoglio: ele quer rodear-se de pessoas da "sua confiança", pretende ver-se rodeado de apoiantes à reforma iniciada: ouvintes e praticantes dos muitos dos seus conselhos de muitos dos seus exemplos e de muitas das suas obras! 
Pretende ver-se rodeado do clero que reconhece a  oportunidade de aplicação das suas palavras e imitação dos seus actos.
O Papa Francisco está a usar este instrumento da livre nomeação de cardeais, mostrando, assim, a vontade de constituir um grupo de homens fieis e seguidores do Evangelho. 

Após a sua nomeação como Cardeal, D. António Marto disse: "eu sou apoiante da reforma que o Papa quer levar para a frente: a reforma da Igreja; uma Igreja mais evangélica, menos burocrática, mais próxima das pessoas, mais acolhedora, de menos exclusão, mais misericordiosa, mais atenta aos desfavorecidos, aos pobres, uma Igreja construtora de pontes e, agora, mais preocupada com o problema dos refugiados, verdadeira catástrofe humanitária ... 

https://www.youtube.com/watch?v=NoNU2vn_QtE


Se quiseres recuar um pouco no tempo, recordo-te a chegada do Santo Padre ao aeroporto de Monte Real em 12 de Maio de 2018 que podes ver neste link,


https://www.youtube.com/watch?v=3-1jZIBUlrY


e repara no tipo diferente das saudações ao clero presente, entre os minutos 5,27 a 6,15 ... 
Não são precisas palavras!


A indiferença de um grande número de prelados europeus (incluíndo Portugal) e norte americanos, (países do auto intitulado "primeiro" mundo), são reveladoras da falta de unidade na Igreja de Jesus Cristo católica e apostólica e da falta de comunhão com o seu líder espiritual!


Quando menciono o nosso País,  relembro-te esta notícia:

"Para o cardeal Patriarca, D. Manuel Clemente, e ao contrário do colega de Leiria-Fátima, não deve alterar-se a doutrina católica, que defende que o casamento é indissolúvel e que os divorciados que voltam a casar vivem uma situação de adultério, estando por isso impedidos de comungar a hóstia na missa. Manuel Clemente defendeu então um caminho alternativo: o da simplificação dos processos de nulidade do matrimónio. Um procedimento que já está previsto na Igreja e consiste na avaliação das condições em que foi realizado o casamento. Se ele for considerado inválido, os casais ficam livres para uma segunda união, podendo nesse caso comungar.



Mas ninguém pensou em alterar a doutrina!

Mas ninguém defendeu a solubilidade do matrimónio!
O que poucos não compreenderam e continuam a não querer compreender,  é o tema subjacente à  Exortação Apostólica "Amoris Laetitia": o AMOR!
Mas não é o AMOR o "pilar" de toda a Palavra de Deus?
Será que o Amor, nos desígnios do Pai Celeste,  tem excepções?
Será que o Amor de Deus não é "aplicado" aos recasados? 
Será que o Senhor os excluiu da Sua paternidade?  


Continuo com a notícia do Jornal "O Sol" no dia 31/7/2015:
"Na hora de decidir qual o parecer que a Igreja portuguesa ia enviar para o Vaticano sobre este assunto, o bispo António Marto apresentou um documento que subscrevia a polémica visão do cardeal Walter Kasper sobre o acesso dos divorciados recasados à comunhão. Segundo esta proposta, os recasados poderiam voltar a comungar na missa após um percurso penitencial. Haveria uma análise caso a caso e uma decisão final que caberia ao bispo da diocese".

Enquanto D. Manuel Clemente revelou ter uma posição distante dos pensamentos do Papa Francisco, D. António Marto, desde a primeira hora, aplaudiu, seguiu, segue e tenta por em prática, as propostas de Sua Santidade. 
Mas não apenas ele: também o Bispo de Viseu e mais cinco outras dioceses de Portugal que, de imediato, criaram grupos de acompanhamento a casais “recasados”, com o objectivo de poderem aspirar a receber a Comunhão, com o objectivo de acolher e nunca excluir.
Na Diocese de Lisboa ainda nada se fez sobre este assunto! (Se alguém souber, pf informe-me)

Olhando para estes factos (Sr. Pe. B.M., tudo o que é posto neste blogue foram, são e serão factos verdadeiros ... ) e à recente presença do “inimigo público nº 1” de Sua Santidade, o Sr. Cardeal Burke autorizado a celebrar uma missa tridentina, desaconselhada e já desenquadrada pós Concílio Vaticano II, na Igreja de S. Nicolau, Diocese de Lisboa,   será fácil concluir que o Papa Francisco necessitava de mais um amigo incondicional, como o Bispo de Leiria/Fátima, D. António Marto.

Recordo uma petição pública em finais de 2017, dirigida ao Sr. Cardeal de Lisboa, já aceite e deferida  sobre , “a necessidade espiritual ... que em Lisboa não tem sido atendida por nenhum sacerdote em plena comunhão com a Igreja Católica (nem poderia sê-lo doutro modo), humildemente pedimos a Vossa Eminência que façais celebrar publicamente ao menos uma Missa por semana, aos Domingos, segundo esta forma extraordinária do rito romano, na Diocese que vos foi confiada.” 

Com todo o respeito pelos cristãos presentes nessas assembleias mas não tendo nenhum conhecimento do latim, poderei pensar que  rezam/cantam aquela cação do Tony de Matos: "Ó tempo, volta para trás ..."😆

Infelizmente, não é só em Lisboa! 
Aquando de passagem pelo Algarve no passado mês de Junho, ouvi, dentro de uma Igreja e antes da Adoração ao Santíssimo Sacramento, um desabafo do Pároco: “incompreensão e alguma afronta de tantos padres, quanto ao rumo proposto por Francisco." Estas palavras são-lhe transmitidas por alguns sacerdotes durante as respectivas férias no Algarve.

Será, por razões semelhantes a estas, que o Santo Padre, Papa Francisco, nos pediu a oração diária do Terço durante o mês de Outubro para que, pelaintercessão de nossa Senhora, haja união na Igreja Santa Católica e Apostólica?

Papa Francisco, "O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o Seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o Seu rosto e te dê a paz".

Números 6:24-26