Filhos e filhas,
No próximo domingo, dia 24 de Maio, a Igreja celebra a Solenidade de Pentecostes. Podemos notar a importância dessa festa nas palavras do Patriarca Atenágoras: "Sem o Espírito Santo, Deus está distante, o Cristo permanece no passado, o Evangelho uma letra morta, a Igreja uma simples organização, a autoridade um poder, a missão uma propaganda, o culto um arcaísmo, e a ação moral uma acção de escravos".
E para vivermos bem esse grande acontecimento da Igreja sugiro essa oração, que está no 9º Passo do Livro 20 Passos para a Paz Interior:




Espírito Santo, concede-me o Dom da Sabedoria.
Sabedoria que faz caminhar nesta vida com o olhar na eternidade.
Sabedoria que vem do Alto mas faz viver com os pés no mundo e no coração do próximo.

Espírito Santo, derrama sobre a minha inteligência, pequena e limitada, o Dom do Entendimento, de forma abundante e profunda.

Revela-me os mistérios profundos de Deus.

Liberta-me das coisas fúteis da terra, para alcançar as verdades elevadas dos céus. Mergulha-me nas verdades perenes da fé.

Divino Espírito Santo, derrama sobre mim o Dom da Ciência, para que eu possa julgar correctamente o valor das coisas criadas.
Tira de meus olhos o que me impede de ver a maravilha do mundo criado e de sua perfeita harmonia, da qual faço parte. Que ele não seja obstáculo para eu chegar a Deus, mas antes escada que me leve até Ele.

Divino Espírito Santo, infunde-me o Dom do Conselho.
Que o discernimento seja um fruto constante em mim. 
Que Tua luz brilhe no horizonte do meu pensar e agir.
Torna-me dócil às Tuas inspirações.

Rompe a minha surdez aos apelos da Sagrada Escritura e aos ensinamentos da Igreja.

Santo Espírito de Deus, por meio do Dom da Fortaleza, reveste-me de saúde no corpo e na alma, para a missão de discípulo de Jesus a qual fui chamado pelo baptismo.

Nesta missão de lutar pelos valores de Cristo, faz-me firme e perseverante até o fim.

Na Tua fortaleza, que eu me refugie.
Na Tua fortaleza, que eu avance.
Pela Tua fortaleza, que eu lute.
Com Tua fortaleza, que eu persevere.

Espírito Santo, vem a mim com o Dom da Piedade.
Inflama meu coração e minha alma do amor ardente a Deus.
Que a verdadeira piedade me faça crer na Providência Divina.
Que o desrespeito dê lugar à serenidade nas minhas aflições.

Divino Espírito, que é fruto do amor do Pai e do Filho, através o Dom do Temor de Deus,
Dá-me um amor reverente ao Três-vezes-Santo.
Inebria-me de amor de tal forma e tanto que eu não consiga fazer algo além de amar a Deus e ao próximo.
Amém.

Que Deus abençoe e o Espírito Santo ilumine você e sua família.

Padre Reginaldo Manzotti



Jesus, Maria, extremistas islâmicos e maçonaria - Pe. Duarte Sousa Lara



Para ouvires esta palestra terás que:
1º ires até ao final na página do blog;
2º aí encontrarás um barra muito fina; no lado esquerdo dessa barra, toca no sinal de pausa para desactivares o som)
Cruz de Sao Damiao.jpg
Imagina qual é a sensação de alguém que entra numa igrejinha antiga e o crucifixo do altar começa a falar com ele. Certamente a pessoa ficaria admirada e, ao mesmo tempo, assustada, sem saber exactamente qual o significado daquela mensagem...

“Francisco, vai e reconstrói a minha Igreja, que está em ruínas!”

Essas palavras foram ditas por Nosso Senhor Jesus Cristo a São Francisco de Assis, durante uma oração diante do crucifixo da pequena capela de São Damião. Esse foi um dos marcos da conversão do jovem frívolo e considerado o “rei das festas” da cidade de Assis.
Inicialmente Francisco não percebeu que Jesus lhe fazia um apelo para que fosse um grande santo e colaborasse com a evangelização em seu tempo. Ele pensou que as palavras de Cristo se referiam apenas à reforma daquela igrejinha de São Damião, que estava semi-destruída. 

Mas acredito que o Papa Francisco sabe exactamente, pela graça do Espirito Santo, o que Deus nosso Senhor, deseja: a reconstrução da Igreja! Não de nenhum edifício, mas de estruturas e mentalidades que ele próprio enunerou explicitamente, para quem o quis ouvir, no último discurso perante a Cúria Romana, mencionando as quinze doenças que afectam grande parte do clero.

Embora separados por nove séculos, quer as resistências, quer a surdez, são semelhantes!
Basta analisar a Europa em geral e Portugal, em especial. (vidé pagina ESTATÍSTICAS deste blog).

É verdade que quanto maior é uma organização, mais difícil e mais moroso se torna qualquer trabalho de reforma ou qualquer mudança (resistência comum a todo o ser humano). 
Mas o que Papa Francisco pretende, como é, facilmente perceptível nas suas palavras e nas suas acções, é que a Igreja seja a casa de Deus, tal como nos ensinam as Sagradas Escrituras pelas palavras e actos de Jesus Cristo.

Como já escrevi várias vezes, nunca nenhum Papa dos últimos tempos, tanto falou sobre o Espírito Santo. A Terceira a Pessoa da Santíssima Trindade, esquecida e secundarizada ao longo dos séculos nas paróquias, nos vários encontros e até, infelizmente, na catequese e na preparação para os Sacramentos, tenta ser relembrada e protagonizada pelo Santo Padre.
Os próprios estudantes da Universidade Católica do curso de Teologia não têm, pelo menos não tinham até há bem poucos meses, nenhuma cadeira sobre espiritualidade. 
Assim, como podem os sacerdotes, salvo aqueles que tiveram a graça de crescerem em comunidades carismáticas, anunciarem, educarem e catequizarem os crentes sobre o fundamental da nossa Fé? Como se pode encontrar, amar e servir Cristo, sem sentirem, nos seus corações, o fogo ardente do Espirito Santo?

Aproximamo-nos de mais uma data festiva e importante: o Pentecostes! Como se pode falar de Alguém, o Espírito Santo, se não o amamos, se não o conhecemos, se não O reconhecemos com Deus e Senhor das nossas vidas? Que "comanda" o nosso pensar, o nosso falar, o nosso sentir e o nosso agir? Como?
O conhecimento racional da Sua existência é pouco! É pouco para transformar as suas próprias vidas, os seus próprios corações e os dos que os escutam!

Às escondidas, no meio de um discurso e numa linguagem disfarçada, poderemos depreender que queriam ir mais longe .... Mas o receio de críticas, repreensões e reportações, impede-os de descerem ao âmago do que nos pretendem transmitir.

Continuo a recordar um frase que ouvi de um Sacerdote da Diocese de Lisboa: "Vocês, do Renovamento, estão lixados".

Quero e desejo a união da Igreja Santa Católica e Apostólica. Por isso, não aceito exclusivismos, vozes que dizem falar em nome da verdade, rejeitam, entravam e atrevem-se a excluir, colegas que receberam o mesmo Sacramento: da Ordem.

O recente exemplo da ordenação do Luiz Paulo como diácono na Diocese de Setúbal (cito o comentário recebido do RP na postagem no facebook: "A diocese de Setúbal em pouco tempo vai ganhar, pelo menos, quatro óptimos sacerdotes da Aliança da Misericórdia. O mundo é dos sábios..."), o apoio do Bispo Emérito da Diocese Leira-Fátima, D. Serafim Ferreira e Silva em 18 de Outubro de 2001 à constituição do canal TV-CN, são dois dos muitos exemplos da cegueira e surdez espiritual dominante na Diocese de Lisboa.

Quem promove a divisão? Certamente aqueles que não meditam e põe em prática as palavras de S.Paulo nas várias cartas que compõem as Sagradas Escrituras nem o testemunho do Livro Bíblico, Actos do Apóstolos.




ORDENAÇÃO DIACONAL DE LUIZ PAULO

A tarde de domingo pasado foi, para todos os católicos carismáticos, um dia extraordinário! Na Sé de Setúbal foi ordenado diácono o Luiz Paulo. 



Missionário da Comunidade Aliança da Misericórdia que durante 5 anos, desenvolveram um trabalho exemplar no cumprimento das Sagradas Escrituras, junto dos mais pobres e desfavorecidos sem nunca serem reconhecidos pela Diocese de Lisboa, rumaram para Setúbal onde o Bispo D. Gilberto os acolheu de braços abertos. 
Foi o primeiro missionário a ser ordenado diácono fora do Brasil. E será , se Deus assim providenciar, o primeiro sacerdote "estrangeiro" carismático a ser ordenado em Portugal.
Dois anteriores missionários que tal como o Luiz Paulo estudaram na Universidade Católica, foram "obrigados" a regressar ao Brasil para poderem receber o Sacramento da Ordem. 






 
Só após alguns meses da mudança da sede para a Diocese de Setúbal, talvez na sequência da publicação de uma carta publicada no blog do G.O "Seguir o Mestre", foram reconhecidos pela Diocese de Lisboa.
Enfim, dormir na rua uma vez por semana com os sem abrigo, viver da Divina Providência, fazer acompanhamento espiritual aos jovens de cor do Casal da Mira, não foi suficiente para a Diocese de Lisboa reconhecer esta Comunidade. 

Claro que a Europa "morreu" ( ver página ESTATÍSTICAS deste blog).

Obrigado Missionários! 
Que o Senhor Misericordioso ilumine sempre os vossos caminhos!
Particularmente a ti, Luiz Paulo, que o Senhor te abençoe e te guarde.



Acabamos de viver os dias mais importantes para qualquer cristão: paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo, o Filho de Deus.
E também, já no próximo domingo, viveremos outro momento muito importante: será o domingo da Divina Misericórdia.
Infelizmente, esquecido por alguns sacerdotes e leigos católicos, esta Festa foi instituída por S. João Paulo II após a beatificação de Santa Faustina (1905-1938). O desconhecimento da sua vida mística bem como o "esquecimento desastroso" da indicação papal, poderão ser algumas das razões para a sua omissão ou, pelo menos, para a sua secundarizacão. 

Na realidade, todos nós temos a consciência que só pela graça da Misericórdia Divina, poderemos ser acolhidos no Reino do Pai. 
As dificuldades na acreditação das visões e dos escritos de Santa Faustina, conforme o próprio Jesus tinha profetizado (Irmã Faustina teve seus escritos proibidos por mais de 20 anos. Em 1978, a Santa Sé, após um exame minucioso de documentos originais aos quais não havia tido acesso antes, reverteu completamente a decisão de proibir a divulgação da imagem e da devoção à Divina Misericórdia. O Cardeal Karol Wojtyla,  Papa S. João Paulo II, foi o maior responsável por essa reversão, como Arcebispo da diocese de Irmã Faustina em Cracóvia.

Irmã Faustina foi beatificada em 1994 e canonizada em 30 de abril de 2000, como Santa Maria Faustina do Santíssimo Sacramento).
já não obstáculo ao reconhecimento e à sua divulgação dentro da Igreja Católica. 

A leitura do livro "Diário de Santa Faustina" é extraordinariamente  enriquecedor, numa perspectiva do conhecimento do Amor de Deus por todos nós. 
De facto, as palavras que Jesus transmitiu a Santa Maria Faustina e que pediu para serem divulgadas, são  o aprofundamento das Sagradas Escrituras. Talvez mais do que um aprofundamento: são a manifestação expressa do desejo salvífico do Pai.
É uma forma de relembra-nos o "manual de instruções" para a nossa salvação.

Aliás, a imagem de Jesus Misericordioso que o próprio Filho de Deus mandou que fosse executada e divulgada por todo o mundo para que o maior número de pessoas conhecesse a Sua Misericórdia e, consequentemente, obtivesse esta grande graça, está referida no Livro do Apocalipse. Recordam-se, certamente,  da 1a Leitura que é proclamada no dia de todos os Santos.( Ap.7, 14) "Estes são os que vieram da grande tribulação, que lavaram as suas vestes e as alvejaram no Sangue do Cordeiro."
Na verdade, a imagem revelada a Santa Faustina e que nós, hoje, a identificamos como a imagem de Jesus Misericordioso, são bem visíveis dois raios que brotam do Seu coração: um vermelho e outro branco. Significam o Sangue e a Água que jorraram  do Seu sagrado coração. “Esses dois raios significam o Sangue e a Água, - o raio pálido significa a Água, que justifica as almas; o raio vermelho significa o Sangue, que é a vida das almas..."

Não seremos nós, aqueles que viemos  na grande tribulação e que, pela Divina Misericórdia de Deus Pai, seremos justificados pela água e receberemos uma vida nova pelo Seu preciosíssimo Sangue?
Também já reparaste que quando rezas a oração Salve Rainha, começas por dizer "Salvé Rainha, Mãe de Misericórdia ..." e, na parte final, rezas, " ....e depois deste desterro, mostrai-nos Jesus..."

Será que desterro e grande tribulação não significarão a mesma coisa? 


Não será assim? Deus, certamente, me perdoará.





Início da semana Santa


Nesse domingo nós festejamos a entrada triunfal de Jesus na cidade de Jerusalém montado em uma jumenta. Episódio que significa a manifestação de sua grandeza, porém com humildade.

O povo aclamou Jesus, reconhecendo a sua divindade. Hoje também existem muitos cristãos pelo mundo todo que reconhecem Jesus como o Messias, o enviado do Pai ao mundo para salvação da humanidade.

A liturgia de Domingo de Ramos retrata fielmente a sequência da realidade vivida e sofrida pelo Filho de Deus na Terra. Ela divide-se em duas partes:

1ª - PROCIÇÃO DE RAMOS - É uma cena de um rei se aproximando vitoriosamente em uma cidade, aclamado pelo povo. Ele não vinha em uma carruagem luxuosa puxada por vários cavalos fogosos, ou em uma limousine...

Mas o carinho daquele povo era de reconhecimento pelos milagres recebidos, era uma recepção calorosa e sincera de pessoas simples que não tendo nada para dar ao homenageado, dava o seu louvor, e colocaram tapetes de folhagem gritando Hosana! Hosana ao rei que se aproxima deles com toda glória, ao mesmo tempo com toda humildade.

2ª PAIXÃO E MORTE - No Domingo de Ramos, festejamos este fato histórico, de grande alegria, para em seguida, depois da procissão, lembrar outro fato histórico, o da paixão e morte daquele que veio ao mundo para nos fornecer tudo o que precisamos para nos livrar do fogo eterno e um dia desfrutar das maravilhas do Paraíso.

Muitos que viram aquela cena, ficaram admirados com a glória de Jesus, semelhante a um rei quando entrava em Jerusalém. Já outros pensaram que se tratasse de uma brincadeira festiva...

Um grande contraste marca então, a liturgia deste domingo: Na primeira parte, alegria pela glória do Filho de Deus, entre os humildes. Para em seguida, vermos o rosto de Jesus envolto em grande tristeza, por estar sendo humilhado pelos algozes a mando da elite que o queria ver eliminado.

Na verdade são vários contrastes. Veja:

Guerrico d’Igny nos ajuda meditar na comemoração do domingo dos ramos: “A procissão nos leva a pensar em honras reservadas ao rei; a leitura da paixão mostra os castigos reservados aos ladrões. Num primeiro momento ele é cercado de glória e honra, do outro não tem beleza nem formosura (Is. 53,2). Na procissão ele é a alegria dos homens e glória do povo, do outro lado, o opróbrio dos homens e objeto de desprezo dos homens” (Sl. 22,7). De um lado é aclamado: hosana ao filho de Davi. Bendito o que vem, o rei, em nome do Senhor” (Mc. 11,10); de outro lado é declarado digno de morte e é ridicularizado o que se dizia rei de Israel. Num primeiro momento vai-se ao encontro dele com ramos de palmas. Do outro lado as mesmas mãos machucam seu rosto e o golpeiam com uma cana. Na procissão é cumulado de louvores, na liturgia no templo é coberto de insultos. De um lado as pessoas cobrem a estrada por onde ele passa com vestes e mantos, de outro lado é despojado de suas vestes. Num momento é acolhido em Jerusalém como rei justo e salvador e de outro é expulso de Jerusalém como um criminoso e um impostor. Senta-se sobre um asno, cercado de honra, depois é suspenso no madeiro da cruz, marcado pela flagelação, coberto de chagas, abandonado pelos seus… Se queremos, irmãos, seguir nosso caminho sem vacilar tanto nos momentos felizes como nas adversidades, contemplemos o senhor cercado de honra na procissão dos ramos, coberto de ultrajes e de sofrimentos na paixão… tal mudança de circunstâncias não mudou seus pensamentos….” (Guerrico d’Igny)

Depois da procissão, na leitura e reflexão do segundo Evangelho, nós lembramos a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, aquele que se entregou por nós. Aquele deixou que o matassem. Aquele que morreu em oferenda ao Pai pelo perdão dos nossos pecados.

Iniciamos a homilia pela traição de Judas, aquele que entregou Jesus aos soldados por trinta moedas. Muitos questionam: Mas Jesus não era conhecido de todos, principalmente ao sumo sacerdote, doutores da Lei e escribas? Por que Ele teria de ser entregue, ou identificado por Judas?

Sim. Jesus naquela altura de sua vida, era conhecido por muitos, mas não para os soldados romanos que foram prendê-lO. Além disso, a prisão de Jesus aconteceu à noite, e também tanto Jesus como os seus amigos, os apóstolos, se vestiam mais ou menos iguais. Portanto, era necessário que alguém, no caso Judas, mostrasse de alguma forma quem realmente era Jesus, para que não fosse preso o homem errado. Não que os judeus estivessem preocupados em não matar outra pessoa inocente, mas sim, porque eles estavam obcecados e determinados a prender Jesus e não outro.

E dessa forma, foi entregue um inocente para ser condenado a morte de cruz. Hoje também muitos inocentes são presos por engano, ou são mortos confundidos com outros que praticaram alguma atrocidade, ou que não cumpriram os regulamentos do crime organizado.

Antes de sua morte, Jesus e seus apóstolos comemoraram a Páscoa, e nesse encontro Jesus inventou: A missa, a Eucaristia e o sacerdócio.

A MISSA, porque aquele jantar foi a primeira missa realizada na Terra, e que é repetida em todos os altares do mundo inteiro diariamente, pelos sacerdotes e cristãos católicos.

A EUCARISTIA, porque Jesus tomando o pão e abençoando-o, disse: “Isto é o meu corpo...”

O SACERDÓCIO, porque Ele disse: “Fazei isso em memória de mim...” Dando o poder aos apóstolos, de transformar o pão e o vinho em seu corpo e seu sangue. Também disse em outro momento: “Eis que estarei convosco até a consumação dos séculos”, o que significa que aqueles primeiros padres seriam substituídos por outros até o fim dos tempos.

Pedro O negou por três vezes. E você? E eu? Quantas vezes já negamos a Jesus? Não dá nem para contar. Se tivéssemos agora em notas de cem reais ou de cinqüenta, em relação às vezes em que negamos Jesus, estaríamos ricos!

Negamos Jesus quando não respeitando os seus ensinamentos, agimos de acordo com o nosso egoísmo, de acordo com o instinto, de acordo com os ditames da carne, de acordo com a ditadura do liberalismo, de acordo com a moda, de acordo com o consumismo, enfim, de acordo com o mundo. Negamos Jesus quando temos vergonha de nos confessar cristãos diante dos homens e das mulheres, como o fez Pedro com medo de também ser preso e morto. Negamos Jesus quando não nos preparamos adequadamente para fazer um bom sermão, uma boa homilia, e confiando no nosso conhecimento próprio, nos aventuramos a falar algumas palavras de improviso, nos esquecendo que a catequese é a coisa mais importante da santa missa, depois da Eucaristia. Negamos Jesus quando pecamos, quando ignoramos o nosso irmão, quando o excluímos, quando o discriminamos, etc.

Jesus começou a ficar triste e angustiado, e foi com os discípulos ao um lugar chamado Getsêmani para rezar. Também nós por vezes ficamos angustiados quando alguma coisa não está dando certo em nossa vida, quando ficamos doentes, por exemplo, quando perdemos um ente querido, quando se aproxima a nossa hora como foi o caso de Jesus Deus e homem. E para nos dar o exemplo, Jesus enquanto homem se dirigiu ao Pai. Ele estava nervoso. Pois enquanto Deus, Ele sabia de tudo pelo qual iria passar. E enquanto homem, sentia uma tristeza mortal. "Então Jesus lhes disse: 'Minha alma está triste até á morte. Ficai aqui e vigiai comigo!'

Este mesmo Jesus-homem, sentiu-se abandonado pelo Pai nos seus minutos finais de vida, e bradou: 'Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?'

Muitos de nós também já nos sentimos abandonados por Deus por várias vezes na vida. E costumamos perguntar: Por que, meu Deus?!

Meus irmãos. Precisamos confiar mais em Deus! Precisamos rezar mais. Aquele momento de angústia, assim como de desespero que Jesus-homem experimentou, passou logo. Enquanto que nós, pela nossa falta de fé e pela ausência de oração, podemos ficar dias angustiados e infelizes quando algo ruim nos acontece.

Mas a final. Por que mataram Jesus? Esta é uma pergunta que paira o tempo todo na mente daqueles que participam ou assistem a Paixão de Cristo. Acontece que naqueles tempos, na Galiléia, lugar de gente explorada e marginalizada, para a qual a missão de Jesus se tornou, de fato, uma boa nova, a qual trazia, junto com suas ações as palavras, a libertação dos oprimidos, dos humilhados, dos deixados de lado. E esse trabalho de conscientização, atraiu sobre a pessoa de Jesus, a ira dos poderosos injustos. Jesus estava atrapalhando os seus negócios tão lucrativos.

Para entender melhor isso, é importante aqui nos reportar a realidade político-econômica e social porque passava a sociedade do tempo de Jesus:

Além da invasão romana, aquela sociedade, os cristãos da Galiléia, estava sofrendo o ataque ou a invasão dos “bandidos” que fizeram uma verdadeira tomada de Jerusalém. Aconteceu que pequenos proprietários rurais que perderam suas terras pelos altos impostos, e pela improdutividade gerada pela infertilidade do ano sabático, que segundo o judaísmo, era um ano sem plantar, e a isso convém acrescentar os altos juros cobrados pelos saduceus os quais lhes emprestavam dinheiro, esses pequenos proprietários rurais revoltados passaram a assaltar em grupos. Eles se escondiam nas cavernas, e assaltavam principalmente as caravanas romanas, e num trabalho semelhante ao de Robin hood, eles repartiam o produto do roubo com os excluídos. Por isso, os chamados “bandidos”, contavam com o apoio e a simpatia do povo faminto e explorado pelos ricos proprietários de terras, entre eles, os sumos sacerdotes e doutores da Lei.

A fúria e a revolta desses pequenos proprietários de terra chegou ao ponto deles invadirem Jerusalém onde se achavam os arquivos e os documentos de suas dívidas injustas dos seus credores exploradores, entre eles, os anciãos, membros do Sinédrio, sumos sacerdotes. Naquela ocasião, que foi no ano de 66, os “bandidos” queimaram os referidos documentos e mataram os seus respectivos credores.

Foi por isso que Jesus foi escolhido no lugar de Barrabás, condenado e morto como se fosse um bandido, e até sendo crucificado entre dois deles, numa manifestação da prepotência da elite judaica que arrolou o poder romano para concretizar aquela chacina, ou a morte de um inocente, o qual foi condenado exatamente por ser justo. Por defender os pobres da exploração dos ricos.

O ladrão Dimas que Jesus perdoou no seu momento final na cruz, na realidade, não era um assassino cruel, mas sim um daqueles chamados “bandidos” que na companhia de outros agricultores revoltados, reclamava, apesar de forma violenta, os seus direitos de ter um a vida com abundância.

Jesus foi preso à noite. Por isso, era necessário alguém, que no caso foi Judas, para indicá-lo aos soldados romanos que vieram prendê-lo.

A morte de Jesus já estava decretada pelas autoridades religiosas. Só restava apenas pegá-lo quando menos se esperasse. Por isso mesmo, Jesus só ficava em Jerusalém durante o dia, à noite dormia fora da cidade. Ele bem sabia que entre os discípulos havia um traidor. Assim se explica o aspecto clandestino da ida de Jesus à noite a uma casa da cidade para celebrar a Páscoa.

Jesus é a vida que nasce da morte. No mundo inteiro, a repetição diária da celebração da Paixão do Senhor na Santa Missa, é necessária e indispensável para nos fazer entender o que significa a vitória do derrotado, o sucesso do fracassado, a glória da humilhação, a vida que nasce da morte.

A morte de Jesus, portanto, não ocorreu por acaso, mas é resultado de um plano diabólico de morte arquitetado pelos líderes religiosos e políticos, para anular a sua ação libertadora.

Porém, nada disso adiantou. Jesus ressuscitou e está vivo no meio de nós, assim como suas ideias, a sua Boa Nova, o Evangelho, que continua vivo até hoje no nosso meio, fertilizando as nossas mentes para semearmos o amor de Deus e a manifestação entre os oprimidos e os explorados.

Então vai, e faça o mesmo!

Bom domingo.




José Salviano, site internautas missionários
"Quando Bergoglio foi nomeado Cardeal, com a idade de 65 anos, convenceu centenas de argentinos a não viajarem para Roma. Ao invés de irem ao Vaticano celebrar a sua nomeação, pediu que dessem o dinheiro da viagem aos pobres." 
site Rádio Vaticano em 21/2/2015

N.R. Será tão difícil seguir este exemplo?