I
Esquizofrenia Social


Vivemos numa época onde querem que os padres se casem e que os casados se divorciem.

Querem que os héteros tenham relacionamentos líquidos sem compromisso, mas que os gays se casem na Igreja.

Que as mulheres tenham corpos masculinizados e se vistam como homens e assumam papéis masculinos. Querem  que os homens se tornem "frágeis" e delicados e com trejeitos, como se fossem mulheres. Uma criança com apenas cinco ou  seis anos de vida já tem o direito de decidir se será homem ou mulher pelo resto da vida, mas um menor de dezoito anos, não pode responder pelos seus crimes.

Não há vagas para os doentes nos hospitais, mas há o incentivo e o patrocínio do SUS para quem quer fazer mudança de sexo.

Há acompanhamento psicológico gratuito para quem deseja deixar a heterossexualidade e viver a homossexualidade, mas não existe nenhum apoio deste mesmo SUS para quem deseja sair da homossexualidade e viver a sua heterossexualidade e se o tentarem fazer, é crime.

Ser à favor da família e religião é ditadura, mas urinar em cima dos crucifixos é liberdade de expressão.


Se isso não for o Fim dos Tempos, deve ser o ensaio...

Por Almir Favarin
Teologo e Psicanalista


II

A AMANTE

Alguns anos depois que nasci, meu pai conheceu uma estranha, recém-chegada à nossa pequena cidade.
Desde o princípio, meu pai ficou fascinado com esta encantadora personagem e, em seguida, a convidou a viver com nossa família.

A estranha aceitou e, desde então, tem estado connosco.

Enquanto eu crescia, nunca perguntei sobre seu lugar em minha família; na minha mente jovem já tinha um lugar muito especial.

Meus pais eram instrutores complementares... minha mãe me ensinou o que era bom e o que era mau e meu pai me ensinou a obedecer.

Mas a estranha era nossa narradora.

Mantinha-nos enfeitiçados por horas com aventuras, mistérios e comédias.

Ela sempre tinha respostas para qualquer coisa que quiséssemos saber de política, história ou ciência.

Conhecia tudo do passado, do presente e até podia predizer o futuro!

Levou minha família ao primeiro jogo de futebol.

Fazia-me rir, e me fazia chorar.

A estranha nunca parava de falar, mas o meu pai não se importava.

Às vezes, minha mãe se levantava cedo e calada, enquanto o resto de nós ficava escutando o que tinha que dizer, mas só ela ia à cozinha para ter paz e tranquilidade.

(Agora me pergunto se ela teria rezado alguma vez para que a estranha fosse embora).

Meu pai dirigia nosso lar com certas convicções morais, mas a estranha nunca se sentia obrigada a honrá-las.

As blasfémias, os palavrões, por exemplo, não eram permitidos em nossa casa… nem por parte nossa, nem de nossos amigos ou de qualquer um que nos visitasse.

Entretanto, nossa visitante de longo prazo usava sem problemas sua linguagem inapropriada que às vezes queimava meus ouvidos e que fazia meu pai se retorcer e minha mãe se ruborizar.

Meu pai nunca nos deu permissão para tomar álcool.

Mas a estranha nos animou a tentá-lo e a fazê-lo regularmente.
Fez com que o cigarro parecesse fresco e inofensivo, e que os charutos e os cachimbos fossem distinguidos.

Falava livremente (talvez demasiado) sobre sexo.

Seus comentários eram às vezes evidentes, outras sugestivos, e geralmente vergonhosos.

Agora sei que meus conceitos sobre relações foram influenciados fortemente durante minha adolescência pela estranha.

Repetidas vezes a criticaram, mas ela nunca fez caso aos valores de meus pais, mesmo assim, permaneceu em nosso lar.

Passaram-se mais de cinquenta anos desde que a estranha veio para nossa família.

Desde então mudou muito; já não é tão fascinante como era no princípio.

Não obstante, se hoje você pudesse entrar na guarida de meus pais, ainda a encontraria sentada em seu canto, esperando que alguém quisesse escutar suas conversas ou dedicar seu tempo livre a fazer-lhe companhia...

Seu nome? Ah!, seu nome…

Chamamos de TELEVISÃO!

É isso mesmo: a intrusa se chama TELEVISÃO!

Agora, ela tem um marido que se chama Computador, um filho que se chama *Celular* e um neto de nome Tablet.

A estranha agora tem uma família.

Será que a nossa, ainda existe?

"Padres de sala de estar ou discípulos missionários?”

Papa Francisco escava na alma de cada sacerdote, recordando a urgência do seu ministério e convidando-os a deixar-se "moldar" como "barro" por um Deus que é um "Oleiro com ‘o’ maiúsculo", paciente e atento às suas criaturas. É justamente nessa imagem de memória bíblica que o Pontífice sintetiza toda a formação dos sacerdotes, tema central da "Ratio Fundamentalis Institutiones Sacerdotalis" sobre a qual se realizou de 4 a 7 de Outubro, em Roma, um encontro internacional organizado pela Congregação para o Clero, cujos participantes foram recebidos em audiência na Sala Clementina.
  
No seu longo discurso o Papa Francisco ressaltou que o tema da formação sacerdotal "é determinante para a missão da Igreja", porque "a renovação da fé e o futuro das vocações só é possível se tivermos sacerdotes bem formados." Mas esclareceu que essa formação "é essencialmente dependente da ação de Deus nas nossas vidas e não das nossas atividades." Portanto, não é uma obra "que se resolve com alguma atualização cultural ou alguma iniciativa local esporádica", mas o fruto do trabalho de um "Deus artesão, paciente e misericordioso" que "coloca em sua roda de oleiro o barro, modela-o, plasma-o e assim, dá-lhe forma". E "se percebe que o vaso não ficou bom", "atira novamente a argila na massa e, com ternura de Pai, volta novamente a moldá-la".

Uma metáfora, esta, observou Francisco, que ajuda a compreender que "quando nos distanciamos de nossos hábitos confortáveis, da rigidez dos nossos esquemas e da presunção de já ter chegado lá, e temos a coragem de nos colocar diante do Senhor, então Ele pode retomar o seu trabalho sobre nós, moldando-nos e transformando-nos". 

É preciso ser repetido com força, afirmou o papa: "Se alguém não se deixa formar pelo Senhor todos os dias, transforma-se num padre apagado, que se arrasta no ministério por inércia, sem entusiasmo pelo Evangelho, nem paixão pelo povo de Deus". Pelo contrário, quando se coloca nas mãos experientes do Oleiro "irá conservar o entusiasmo no tempo " e "falar palavras que podem tocar a vida das pessoas", conseguindo aliviar suas "feridas", "expectativas" e "esperanças".

Mas existe também outro aspecto a considerar: "Cada um de nós, padres, é chamado a colaborar com o divino Oleiro! Nós não somos apenas barro, mas também ajudantes do Oleiro, colaboradores da sua graça", explicou o Papa Francisco. Nessa "oficina do oleiro" existe também outro protagonista: o próprio padre ou seminarista que se deixa moldar por Deus quando não se fecha "na pretensão de já ser uma obra acabada”.

Isto implica alguns "sim" e alguns "não" a serem ditos: o padre ou futuro padre - destacou Bergoglio - "mais que o ruído das ambições humanas, vai preferir o silêncio e a oração; mais que confiar em suas obras, vai saber se entregar às mãos do oleiro e sua providencial criatividade; mais que os esquemas pré-concebidos, vai se deixar guiar por uma inquietação saudável do coração, de modo a orientar sua própria incompletude para a alegria do encontro com Deus e com os irmãos. Mais que o isolamento, procurará a amizade com os irmãos no sacerdócio e com o seu povo".

Francisco também discutiu o papel dos bispos e de todos aqueles que, na Igreja, são chamados a serem os primeiros formadores da vida sacerdotal: o reitor, os diretores espirituais, os educadores, os responsáveis pela formação permanente do Clero. "Se um formador ou um bispo não "descer à oficina do oleiro" e não colaborar com a obra de Deus, não podemos ter sacerdotes bem formados", advertiu o papa. Sacerdotes, portanto, que saibam anunciar o Evangelho com "entusiasmo e sabedoria", que tenham condições de "acender a esperança lá onde as cinzas cobriram as brasas da vida, e gerar a fé nos desertos da história".

Nesse sentido, é fundamental "uma vizinhança cheia de ternura e responsabilidade pela vida dos padres, uma capacidade de exercer a arte do discernimento como instrumento privilegiado de todo o caminho sacerdotal". "Trabalhem em conjunto!", recomendou o papa principalmente para os bispos. "Tenham um coração grande e uma forte preparação para que a sua ação possa cruzar os limites da diocese e conectar-se com a obra dos outros irmãos bispos". Portanto, continuou, "é preciso dialogar mais, superar os paroquialismos, fazer escolhas partilhadas, juntos dar início a bons percursos de formação e preparar mesmo de longe formadores à altura dessa tarefa tão importante".

Finalmente, não devemos esquecer as pessoas, com "as dificuldades das suas situações, com as suas demandas e as suas necessidades". As pessoas, o povo, não são apenas os destinatários de uma missão, mas também a "grande ‘roda’ que gira para moldar o barro do nosso sacerdócio", explicou o papa, "uma verdadeira escola de formação humana, espiritual, intelectual e pastoral". "Se ao pastor é atribuída uma porção do povo, também é verdade que ao povo é confiado o sacerdote. E, apesar das resistências e incompreensões, se caminharmos no meio das pessoas e nos empenharmos com generosidade, perceberemos que elas são capazes de gestos surpreendentes de atenção e ternura para com os seus padres".

O lugar do padre é, portanto, “a jusante” entre as pessoas “sem jamais temer os riscos e se enrijecer nos juízos". Assim, ele se forma "fugindo tanto de uma espiritualidade sem carne, como, por outro lado, de um compromisso mundano sem Deus".

Portanto, nessa "oficina do oleiro" cada sacerdote deve entrar depois de ter esclarecido algumas dúvidas: "Que padre eu quero ser? Um "padre sala de estar", do tipo tranquilo e acomodado, ou um discípulo missionário dentro do qual arde o coração pelo Mestre e pelo Povo de Deus? Um padre que se acomoda em seu bem-estar ou um discípulo no caminho? Um padre morno que prefere a vida tranquila, ou um profeta que desperta no coração do homem o desejo de Deus?".

Salvatore Cernuzio, Vatican Insider.

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Tradução: Luisa Rabolini

As várias “Quaresmas” de S. Francisco de Assis


São Francisco, no desejo de imitar e assemelhar-se o mais possível a Jesus Cristo, com a finalidade de reviver os mistérios que ocorrem durante o ano litúrgico, não se limita em fazer as quaresmas “grandes”: quaresma em preparação da Páscoa do Senhor, ou advento em preparação ao Natal, mas quis ir além. São seis as Quaresmas que Francisco fazia durante o ano. Isto quer dizer que durante duzentos e quarenta dias por ano ele passava na solidão e no retiro, rezando e mortificando-se, longe dos homens e perto de Deus, num desejo duma continua conversão. Ou seja, dois terços de seu tempo na contemplação e somente um terço nos trabalhos apostólicos! São:

● a Quaresma da Epifania (7 de Janeiro a 15 de Fevereiro): Com esta quaresma São Francisco queria viver um tempo especial entre o Natal do Senhor e a Páscoa. São festividades intimamente unidas uma na outra e representam como dois pólos ao único mistério de salvação. Diz o biografo Celano: “ ele meditava continuamente as palavras do Senhor... mas sobre tudo a humildade da encarnação e a caridade da paixão... e dificilmente não conseguia pensar em outras coisas (I Cel. 84;467).

● a Quaresma da Ressurreição do Senhor (de Quarta-feira de Cinzas até à Páscoa): gostava chamar este tempo “Quaresma das Quaresmas”

● a Quaresma de São Pedro e São Paulo, (de 20 de Maio a 29 de Junho), pelo seu profundo respeito e devoção para com a Igreja. E através dessa Quaresma manifestava sua comunhão com a jerarquia da Igreja, sobretudo para com o papa.

● a Quaresma da Assunção de Nossa Senhora (de 29 de Junho a 15 de Agosto) dando assim o caráter eclesiástico- mariano, como testemunha São Boaverntura: “Ele tinha uma grande devoção e amor para com a Virgem Maria pelo fato que era mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo”.

● a Quaresma de São Miguel Arcanjo (de 15 de Agosto a 29 de Setembro) pela sua muita devoção aos santos anjos. Devemos venerá-los – dizia ele – estes companheiros de caminhada, que nos acompanham em qualquer lugar, como nossos guardiões. E em fim,

● a Quaresma do Advento ou da Encarnação (da Festa de Todos os Santos até ao Natal) do Senhor.

Entre muitos episódios, vamos lembrar como uma vez São Francisco passou a Quaresma das Quaresmas, na ilha do lago Trasimeno:

“Estando uma vez São Francisco, no dia do carnaval, ao lado do lago de Perusa, na casa de um seu devoto, com quem tinha se hospedado à noite, foi inspirado por Deus que fosse fazer aquela Quaresma numa ilha do lago. Por isso, São Francisco pediu a esse seu devoto que por amor de Cristo o levasse com a sua barca a uma ilha do lago onde não morasse ninguém, e fizesse isso na noite do dia de Cinzas, de modo que ninguém se desse conta. E ele, por amor da grande devoção que tinha por São Francisco, atendeu solicitamente ao seu pedido e o levou para a dita ilha; e São Francisco não levou consigo a não ser dois pãezinhos. E quando chegou à ilha e o amigo estava partindo para voltar para casa, São Francisco pediu-lhe encarecidamente que não revelasse a ninguém como ele estava lá, e que não viesse buscá-lo a não ser na Quinta-feira Santa. E assim ele partiu, e São Francisco ficou sozinho.

E como não havia nenhuma habitação em que pudesse abrigar-se, entrou num bosque muito espesso, que ameixeiras e arbustos tinham ajeitado como um ninho ou como uma cabaninha; e nesse lugar pôs-se a rezar e a contemplar as coisas celestiais. E esteve aí durante toda a Quaresma, sem comer nem beber, a não ser a metade de um dos pãezinhos, como descobriu o seu devoto na Quinta-feira Santa, quando voltou a ele; o qual encontrou, dos dois pãezinhos, um e meio; e a outra metade se acredita que São Francisco comeu por devoção ao jejum de Cristo bendito, que jejuou quarenta dias e quarenta noites sem tomar nenhum alimento material. E assim, com aquele meio pão, afastou de si o veneno da vanglória e, a exemplo de Cristo, e jejuou quarenta dias e quarenta noites”. (Fioretti,7)

Queremos lembrar que enquanto Francisco se afastava dos homens e das atividades deste mundo e procurava o silêncio e solidão fazendo as suas quaresmas, ele continuava vivendo em profunda comunhão com Deus, consigo mesmo e com as criaturas. Nada lhe impedia de amar e admirar todas as criaturas, de degustar o que é bom e belo do universo. Não queria possuir alguma coisa neste mundo, mas, gozava livremente de todas. Livre de toda cupidez estava em adequadas condições para ouvir a voz das criaturas, cercá-las de amor e elevá-las com Cristo e por Cristo ao Pai. Por isso Francisco realizava suas quaresmas escolhendo o verde das selvas, a verdade das ervas e das flores, o canto dos pássaros, a vastidão dos horizontes, que facilitavam seu impulso contemplativo e revestiam de cunho alegre seus jejuns e suas mortificações. (Dicionário Franciscano)

Durante uma estadia de São Francisco no monte Alverne, fazendo a quaresma em honra de São Miguel Arcanjo, um falcão que morava por aquelas partes fez com ele um pacto de amizade: à noite, chegando a hora em que o santo tinha por hábito levantar-se para recitar o ofício divino, ele o antecipava sempre com seu canto. Isso era sumamente grato ao santo, pois a constante solicitude que o falcão tinha com ele fazia expulsar toda tentação de preguiça. Mas quando o servo de Deus piorava em suas enfermidades, o falcão se mostrava muito atento e condescendente, não o despertando a horas impróprias da noite. Pelo contrário, como estava instruído pelo próprio Deus, ao amanhecer, prorrompia em leves e suaves ruídos, à semelhança de quem toca um sino. As alegrias de toda aquela variedade de aves bem como o canto do falcão eram seguramente o presságio divino da elevação que nesse lugar, pouco depois, a aparição do serafim devia conferir ao cantor e ao adorador de Deus arrebatado nas asas da contemplação. (LM 8,10).

Pois bem, vamos nós também, nesta quaresma, procurar um pouco mais o silêncio e a solidão, que não seja uma fuga das nossas responsabilidades, mas, para experimentarmos os sabores celestiais e enxergarmos melhor a beleza e o equilíbrio que estão contidos no mistério da criação; o jejum e a oração não tenha somente o sabor amargo da penitencia mas, também, o sabor da alegria em contemplar o mistério da redenção e a caridade como fruto inevitável desta bondade contemplada!

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Quarentena São Miguel Arcanjo

Esta quaresma deve ser rezada, diariamente, entre os dias 15 de Agosto e 29 de Setembro, dia da Festa de São Miguel

A História da Quarentena de São Miguel Arcanjo


A Quaresma de São Miguel Arcanjo começou com São Francisco, que era devoto do Arcanjo. São Francisco sentia o desejo de experimentar, no corpo e na alma, a Paixão de Cristo, Sua dor e também o imenso amor por se entregar ao sofrimento por nós.

No ano de 1224, o santo realizou a primeira quaresma de jejum e oração, no Monte Alverne, local deserto, distante, próprio para oração. São Francisco disse: “Para honra de Deus, da bem-aventurada Virgem Maria e de São Miguel Arcanjo, príncipe dos anjos e das almas, quero fazer aqui uma quaresma”.

No dia 17 de setembro, durante sua quaresma, enquanto estava em oração, teve a visão de um serafim, o qual logo se aproximou. Este tinha seis asas de fogo e também estava crucificado, mãos e pés estendidos e amarrados numa cruz. Duas asas elevavam-se por cima de sua cabeça, duas outras estavam abertas para o voo, as duas últimas cobriam-lhe o corpo. E, por meio desta visão, Francisco pôde compreender melhor o verdadeiro sentido da Paixão.

Quando chegou a Festa em honra a São Miguel Arcanjo, Francisco desceu o Monte Alverner, trazendo nos pés e nas mãos os estigmas de Jesus. Como achava-se indigno de se tornar igual a Cristo, que ficou em total jejum, no final daqueles dias bebeu água e comeu um pedaço de pão.

Importante lembrar que a quaresma pode ser realizada a partir de qualquer data do ano, sendo agosto a setembro um momento especial. Que você possa se reunir com sua família, amigos, namorado(a) para rezar pelas intenções que você traz no coração.

“Os anjos existem, são enviados pela Divina Providência, para que nos ajudem a alcançar a santidade da vida” (João Paulo II).

Providencie um altar para São Miguel com uma imagem ou uma estampa.

Todos os dias:

- Acender uma vela benta;
- Oferecer uma penitência;
- Fazer o sinal-da-cruz;
- Rezar a oração inicial;
- Rezar a ladainha de São Miguel.


A devoção a São Miguel é importante exatamente por causa da função divina que este arcanjo tem sendo um dos grandes príncipes do Céu e ministro de Deus, considerado o anjo do arrependimento e da justiça, além de líder dos exércitos celestiais. É invocado em situações de proteção contra os perigos, as forças do mal e os inimigos.

O nome Miguel vem do hebraico e significa “Quem como Deus?”

O inicio deste tempo de oração é no dia 15 de Agosto e encerra no dia 29 de Setembro, festa de São Miguel Arcanjo.

Para se preparar para esta quaresma é necessário:

- Providenciar um altar para São Miguel com uma imagem ou estampa do anjo;
- Acender uma vela diante da imagem ou estampa dele;
- Oferecer uma penitência;
- Fazer o sinal da cruz;
- Rezar estas orações todos os dias.

Oração inicial para todos os dias

“São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina, precipitai no inferno a satanás e aos outros espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amém!”

“Rogai por nós, santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém!”

Ladainha de São Miguel

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos. Pai Celeste, que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho, Redentor do Mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Trindade Santa, que sois um único Deus, tende piedade de nós.
Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós.
São Miguel, rogai por nós.
São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai por nós.
São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, rogai por nós.
São Miguel, coroado de honra e de glória, rogai por nós.
São Miguel, poderosíssimo Príncipe dos exércitos do Senhor, rogai por nós.
São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, rogai por nós.
São Miguel, guardião do Paraíso, rogai por nós.
São Miguel, guia e consolador do povo israelita, rogai por nós.
São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, rogai por nós.
São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, rogai por nós.
São Miguel, Luz dos Anjos, rogai por nós.
São Miguel, baluarte dos Cristãos, rogai por nós.
São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da Cruz, rogai por nós.
São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, rogai por nós.
São Miguel, socorro muito certo, rogai por nós.
São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, rogai por nós.
São Miguel, arauto da sentença eterna, rogai por nós.
São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, rogai por nós.
São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas que estão no Purgatório.
São Miguel, nosso Príncipe, rogai por nós.
São Miguel, nosso Advogado, rogai por nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, atendei-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, Príncipe da Igreja de Cristo, para que sejamos dignos de Suas promessas.

Oração:

“ Senhor Jesus, santificai-nos, por uma bênção sempre nova, e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, esta sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do Céu e a trocar os bens do tempo pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos.”

No final, reza-se:

- Um Pai Nosso em honra de São Miguel Arcanjo.
- Um Pai Nosso em honra de São Gabriel.
- Um Pai Nosso em honra de São Rafael.


“Gloriosíssimo São Miguel, chefe e príncipe dos exércitos celestes, fiel guardião das almas, vencedor dos espíritos rebeldes, amado da casa de Deus, nosso admirável guia depois de Cristo; vós, cuja excelência e virtudes são eminentíssimas, dignai-vos livrar-nos de todos os males, nós todos que recorremos a vós com confiança, e fazei pela vossa incomparável proteção, que adiantemos cada dia mais na fidelidade em servir a Deus.”

- V: “Rogai por nós, ó bem-aventurado São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo.”

- R: “Para que sejamos dignos de suas promessas.”

Oração:

“Deus, todo poderoso e eterno, que por um prodígio de bondade e misericórdia para a salvação dos homens, escolhestes para príncipe de Vossa Igreja o gloriosíssimo Arcanjo São Miguel, tornai-nos dignos, nós vo-lo pedimos, de sermos preservados de todos os nossos inimigos, a fim de que na hora da nossa morte nenhum deles nos possa inquietar, mas que nos seja dado de sermos introduzidos por ele na presença da Vossa poderosa e augusta Majestade, pelos merecimentos de Jesus Cristo, Nosso Senhor.”

Consagração a São Miguel Arcanjo

“Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção. É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça da amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima, obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa alma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu.”

São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo.

ORAÇÃO E O ESPIRITO SANTO
Após o último encontro com o Pe Antoine Coelho, sacerdote na Diocese de Toulon, França, onde, em determinada altura alertou os presentes para a necessidade da oração, (não da oração institucional, onde, tantas vezes nos perdemos e a transformamos numa vã dicertação, sem ninguém com paciência para a ouvir ..., nem o próprio Deus), mas sim, para uma oração expontânea, sincera, viva, em perfeita sintonia com Deus, numa entrega e concentração espirituais, que até nos podem fazer "tremer", tal a intimidade com que a devemos realizar, que me lembrei do Dom maior recebido de Deus Pai: o Espírito Santo.
É impossível entenderes a Bíblia, a vida cristã, uma simples oração, ou uma Eucaristía sem a graça do Espírito Santo. O Espírito Santo não é “algo”. O Espírito Santo é uma Pessoa: Ele é Deus!
Existem três pessoas na Santíssima Trindade: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Os cristãos não acreditam em 3 deuses! Não! Nós acreditamos num único Deus que é Trino: Pai, Filho e Espírito Santo.

Deus Espírito Santo é, pela ordem de Jesus, em Pentecostes, o responsável pelo nascimento da Igreja, do povo de Deus. Sem esse sopro divino que, tal com em Génises deu a vida ao primeiro homem, não existiríamos como cristãos, não existiria a igreja, Povo de Deus, não existiria, como todos os seus erros, a Igreja Instituição.
A partir desse momento em que recebemos Jesus como nosso Salvador, o Espírito Santo vem viver nos nossos corações. A Bíblia ensina que o Espírito Santo é todo-poderoso e omnipresente. O Espírito Santo ensina-nos e aprofunda a verdade de Deus em nós, à medida que avançamos na nossa vida cristã.
Ninguém pode ser cristão sem o Espírito Santo. Ninguém pode seguir Jesus Cristo sem a ajuda do Espírito Santo. O Espírito Santo sabe tudo o que acontece, sabe tudo o que se passa nos nossos corações, sabe o que se passa nas nossas mentes. Nada Lhe está encoberto.
Recordo duas passagens bíblicas que mencionam, e de que maneira ... , o Espírito Santo: 
1ª Cor. 12,3 - "Ninguém pode dizer ‘Jesus é Senhor’ senão pelo Espírito Santo";
e
Mt. 12, 31 - "Todo o pecado, toda a blasfémia será perdoada aos homens, mas a blasfémia contra o Espírito não será perdoada.

Depois do que leste, certamente, concordarás que este Senhor Espírito Santo é mesmo importante, muito especial .... Atrevia-me a dizer, fundamental!
Quando alguém especial, importante, cruza-se na nossa vida, não é normal que o procuremos conhecer melhor? Poderá vir a ser um grande amig@, um namorad@, ... É normal que procurem conhecerem-se um pouco melhor, certo? Ver o que têm de comum, os pensamentos e ideias sobre as situações da vida, certo? Marcam encontros em conjunto para se conhecerem melhor, certo?
E o que é que tu sabes sobre o Espírito Santo? Já marcaste algum encontro com Ele para o tentares compreender? Já procuraste encontrar-te com alguém que, de coração, o tenha encontrado? Já pediste algum conselho sobre um ou dois livros, para além da Bíblia, te possam ajudar a conhece-l'O? 
Mas cuidado, esse alguém, seja ele quem for, tem de ter tido um encontro de coração com o Espírito Santo! Tem de ter tido e continuar a ter, momentos de paixão com Ele onde só fala o coração! Se tal não acontecer, e o que saír da sua boca brota da mente, esqueçe! Essa pessoa, repito, seja ela quem for, NUNCA se encontrou com Deus, nunca se encontrou pelo amor apaixonado, com o Pai! 
Na nossa vida humana ouvimos uma frase muito comum quando começamos a namorar: "o coração tem razões que a razão desconhece"! Aqui está o segredo da "coisa": ninguém pode conhecer Deus por muitos livros que leia, por muitos cursos que frequente ou por muitos canudos que tenha em casa! Não, essa pessoa, por muito culta que seja, é um zero espiritual! Poderá fazer uma homília excepcional .... Quinze dias depois, ainda a recordas? Dificilmente! É claro, como pode alguém falar do que não sente? Bem, poder até pode...Mas, para isso, será melhor irmos assistir a uma bela peça de teatro 

Durante a ordenação sacerdotal, no momento da Efusão do Espírito Santo no sacramento da Ordem, §1573 do Catecismo da Igreja Católica, é dito: "O rito essencial do sacramento da Ordem consta, para os três graus, da imposição das mãos pelo Bispo sobre a cabeça do ordenando e da oração consagratória específica, que pede a Deus a efusão do Espírito Santo e de seus dons apropriados ao ministério para o qual o candidato é ordenado". Mas a efusão e todos os irm@s da RCC que se submeteram a esta graça, sabem que o termo "efusão" implica a OBRIGAÇÃO de colocar os Dons recebidos no baptismo, onde vivemos a infusão, ao serviço de todos!

E o sacerdote da tua paróquia fala nisso: dons, carismas, fruto do Espírito Santo? Ou no teu grupo de oração (G.O.)? Os temas e os cânticos do G.O., brotam por inspirição divina ou vêem preparados de casa? Ou, se és cateqista, tens o cuidado quando, na preparação do Crisma, aprofundares estas questões ou resumes o Espírito Santo a uma pomba, a uma labareda de fogo ou, simplesmente, à "dispensável" Terceira Pessoa da Santíssima Trindade?
Deves estar a pensar que, depois de algum tempo sem actualizar o blog, estou virado ....😃! Não Amig@, tenho sim sentimentos de tristeza quando, após o vivência da Paixão, Morte e Ressurreição do nosso Senhor, foram COMPLETAMENTE esquecidos na maior parte das Dioceses deste País, incluíndo a de Lisboa, os seguintes eventos:
 - Domingo da Divina Misericórdia
(transcrevo comentário de um Amigo, habitual leitor deste Blog, sobre o silêncio dos sacerdotes acerca da Festa da Divina MisericórdiaSe não sabem, não conhecem e não propagam a mensagem de Santa Faustina, é porque não conhecem a Encíclica "Misericórdia Divina" de São João Paulo II e a Encíclica de Bento X16 "Deus é Amor, e muito menos conhecem a Palavra de Jesus dirigida a Santa Faustina - « Quero de haja a Festa da Misericórdia, domingo a seguir ao domingo de Páscoa)». Aquela palavra " QUERO " é um imperativo de Jesus. Aos que desconhecem ou que não dão importância - Oremos por eles. Um abraço JB.) 
A Canonização de Stª Faustina teve lugar em 30 de Abril do ano 2000, pelo Santo Padre Papa João Paulo II). Ou seja, há 17 anos que na Europa é envolvida por um "nevoeiro anestésico/moribundo". Se na tua paróquia este dia foi vivido com a intensidade própria, considera-te um cristão com sorte ... 
 - Vigília de Pentecostes - Excluíndo os irm@s ligados à RCC e às Comunidades Neocatecumenais, a 2ª Vigília mais importante do Calendário Litúrgico, a seguir à Vigília Pascal, foi ... esquecida! Esquecimento desastroso!!!
Como é possível não serem dadas instruções rigorosas a TODOS os sacertodes para "obrigarem" a viver, as respectivas comunidades, na espiritualidade profunda de tais momentos? Ou, naquelas que foram realizadas, ter sido sentido pelos testemunhos que me foram chegando, tanta falta de espiritualidade?
Claro, a espiritualidade está no coração, está no Cristo Vivo em nós! Pela graça do Dom Maior que Deus nos deu, o Espírito Santo, sintamos em nós o Seu Reino para que possamos dizer que seja feita a Sua vontade na terra e no céu.